- Um juiz federal em Minnesota emitiu ordem temporária que proíbe novas prisões e detenções indevidas de refugiados sem motivo de remoção, além de determinar a libertação dentro de cinco dias daqueles já detidos.
- A decisão ocorreu após milhares de refugiados, muitos perseguidos cristãos, terem sua sensação de segurança abalada pela atuação do ICE, incluindo prisões em residências sem mandado.
- As prisões estão ligadas à operação PARRIS, iniciada no governo Trump, que reexamina refugiados legalmente presentes que aguardam o green card, com relatos de prisões sem acompanhamento jurídico.
- A corte também autorizou uma rechecagem dos casos dos refugiados sem prender, permitindo que eles retornem ao estado para ser liberados, dada a sequência de frio extremo.
- Organizações de resgate e defesa de direitos humanos afirmam que houve falhas no registro, comunicação e acompanhamento das detenções, gerando medo e desorientação entre os refugiados.
Dois a três parágrafos iniciais apresentam o essencial: a decisão judicial que impediu novas detenções de refugiados legalmente admitidos em Minnesota, após dezenas de prisões que provocaram insegurança entre comunidades refugiadas, especialmente cristãos perseguidos. A ordem impede prisões adicionais e determina a liberação de quem já foi detido, até nova avaliação.
A situação envolve trabalhadores e famílias refugiadas de várias origens, com destaque para afegãos que aguardam aprovações de green card. A operação de fiscalização começou no contexto de ações do governo para reexaminar refugiados com status legal, mas sem carteirização de processos ou notificações claras. Organizações de defesa apontam falhas no acompanhamento das prisões.
Em Minnesota, estima-se que pelo menos 100 refugiados tenham sido presos sem acesso imediato a advogados, segundo a Advocates for Human Rights. A contagem envolve mais de 5 mil refugiados na região que poderiam passar por reexame, com alguns liberados no Texas sem possibilidade de retorno fácil ao estado.
Medidas judiciais e desdobramentos
O juiz federal John Tunheim concedeu uma ordem liminar temporária que impede novas prisões e detenção indevida de refugiados sem fundamentação para remoção. A decisão também determina a devolução dos presos ao estado para liberação, com aviso aos advogados.
Fontes próximas às famílias destacam a ausência de comunicação clara durante as prisões e a falta de um mecanismo de rastreamento das pessoas atingidas pelas ações. Procuradas por meio de entrevistas, autoridades federais ressaltam que o objetivo é revisar dados de admissões com cuidado.
O impacto nas comunidades refugiadas já é perceptível. Em entrevistas, relatos apontam que moradores permanecem em casa, sob orientação legal, para evitar riscos. Organizações religiosas que atuam na resiliência de refugiados ajudam na logística de retorno quando necessário.
Contexto e próximos passos
Refugiados no exterior devem passar por extensos processos de avaliação para obter proteção. A atuação do governo federal envolve reentrevistas, checagens de antecedentes e revisões de mérito, com ênfase em casos de admissões anteriores. A situação pode sofrer alterações conforme novos desdobramentos judiciais.
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