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Guia da Semana: como fazer um Negroni infalível

Mês do vermute, Trinca Bar ensina Negroni clássico com vermute artesanal e twist com licor de amaretto

Negroni do Trinca Bar & Vermuteria
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  • Março é dedicado ao vermute, bebida à base de vinho com ervas, amplamente usada como aperitivo ou digestivo.
  • O Negroni tem equilíbrio entre gin, bitter e vermute, e o vermute desempenha papel central na identidade da bebida.
  • O Trinca Bar & Vermuteria, primeira vermuteria artesanal do Brasil, usa o vermute próprio Trinca Clássico, com vinte e um botânicos, para o Negroni da casa.
  • Receita do Negroni do Trinca Bar: gin, vermute Trinca Clássico e bitter italiano em partes iguais, com casca de laranja Bahia para decorar; preparo envolve mexer com gelo e coar.
  • Há debates sobre a origem do coquetel: a versão popular sugere criação em Florença, em mil novecentos e dezenove, mas há contestação histórica que aponta outra origem europeia; independentemente disso, o Negroni permanece como referência na coquetelaria.

O mês de março é dedicado ao vermute, bebida ancestral da coquetelaria italiana. Criado por Antonio Carpano, o vermute é feito a partir de vinho e infusões de ervas, botânicos e especiarias. A bebida aparece como aperitivo, digestivo ou ingrediente de clássicos como o Negroni.

O Negroni é destacado pela combinação equilibrada de amargor, doçura e aroma, com gin, bitter e vermute em partes iguais. Ao mudar o vermute, surgem novas camadas de sabor e corpo, ampliando as possibilidades da bebida. O mercado tem recebido versões artesanais que reforçam esse dinamismo.

Tábata Magarão, à frente do Trinca Bar & Vermuteria, reforça que a popularização do vermute estimulou revisões do Negroni. O bar paulistano produz seu próprio vermute, o Trinca Clássico, com 21 botânicos, cinco deles frescos, que conferem frescor e complexidade aromática à bebida.

A origem do Negroni

A história do coquetel é debateda entre tradições italianas e francesas. A versão popular remonta ao início do século 20, em Florença, quando o Conde Camillo Negroni pediu um Americano mais forte com gin. A bebida ganhou o nome do conde e ganhou adeptos mundo afora.

Contudo, há controvérsias históricas. Pesquisadores contestam a figura do Conde Negroni e apontam possível autoria por um oficial francês chamado Pascal Oliver Comte de Negroni, durante o período de conflitos europeus. Mesmo com dúvidas, a receita permaneceu estável, tornando-se referência na coquetelaria.

Independentemente da origem, o Negroni é reconhecido como plataforma de expressão para bartenders e entusiastas, mantendo-se relevante até hoje.

Receita clássica do Negroni (Trinca Bar) e dicas de twist

Ingredientes: 30 ml de gin, 30 ml de Vermute Trinca Clássico ou vermute tinto de boa qualidade, 30 ml de bitter italiano (Campari), casca de laranja Bahia para decorar.

Modo de preparo: em copo baixo com gelo, combine gin, vermute e bitter. Mexa 30 segundos, coe em copo com gelo e complemente com a casca de laranja, exprimindo os óleos sobre o líquido.

Twist sugerido: reduza o bitter em 5 ml e acrescente 10 ml de licor para personalizar. Licor de amaretto, por exemplo, traz notas de amêndoa e doçura equilibrada ao coquetel. O resultado mantém a harmonia entre amargor e doce.

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