- Anúncios gerados por IA no Super Bowl deste ano não convenceram em fazer a IA generativa parecer útil ou empolgante.
- Vários comerciais mostraram produção de baixa qualidade e rápida, com foco em economizar tempo e dinheiro, em meio a custos de 8 a 10 milhões de dólares por vaga de 30 segundos.
- Exemplos incluem Artlist, cuja propaganda foi criticada por não apresentar uma história coesa, parecendo mais uma sequência de cenas aleatórias com animais.
- A vodka Svedka gravou a campanha com IA, apresentando Brobot e uma parceria com Fembot, mas o desfecho visual foi visto como falho e não sustentou a mensagem pro-humana.
- Outros filmes discutidos envolveram Xfinity com de-aging de atores de Jurassic Park, Dunkin com versões de Ben Affleck e Jennifer Aniston, e um anúncio da Pepsi Zero Sugar usando CGI de urso polar, gerando debates sobre o uso real de IA.
O uso de IA generativa em anúncios do Super Bowl deste ano não convenceu o público ou os especialistas de que o recurso trará benefícios. Pelos relatos, as peças geradas com IA tiveram qualidade inferior e pouca clareza de valor para o consumidor.
Entre os exemplos, destaque para a campanha da Artlist, veiculada apenas em Nova York e Los Angeles. A empresa afirmou ter comprado o espaço há cerca de uma semana e produzido o comercial em cinco dias, mas o resultado foi visto como pouco coeso, com séries de cenas rápidas sem narrativa clara.
A marca de vodka Svedka, da Sazerac, voltou a explorar a mascote Fembot com um novo acompanhante masculino, Brobot, em uma peça majoritariamente criada com IA. O enredo mostra robôs em um clube, consumindo vodka, com uma falha aparente no funcionamento de Brobot que derrama líquido, interpretada pela fabricante como intencional, mas recebida como falha de produção.
Pelo lado da produção, comerciais com de-ageing de atores viraram pauta de rumores sobre IA. Xfinity usou de-ageing de Sam Neill, Laura Dern e Jeff Goldblum, enquanto Dunkin apresentou versões jovens de artistas para uma paródia de sitcom. Em ambos os casos, veículos de efeitos visuais creditados atribuíram os efeitos a equipes técnicas tradicionais, embora a presença de IA tenha sido debatida nas redes.
Outro caso ganhou visibilidade por confronto de marcas. O anúncio da Pepsi Zero Sugar, com um urso CGI envolvido em um teste de gosto às cegas, levantou a suspeita sobre uso de IA. A peça aponta para a ideia de que o consumidor merece sabor humano, em linha com o posicionamento da marca, mas o tom gerou críticas sobre a qualidade de produção.
Analistas e veículos especializados destacaram que a queda de qualidade observada reflete a maior adoção de IA na criação de conteúdo, que reduz custos e tempo de produção. Em contrapartida, alguns executivos ressaltam que a IA pode exigir mais refinamento humano para evitar resultado apologético ao público.
Contexto e repercussão
Os comerciais gerados por IA dominaram parte do debate sobre o evento, com a sensação de que muitos anúncios parecem menos polidos e mais لہ olhados como demonstrações tecnológicas. Diversas peças foram criticadas pela falta de coesão ou pelo aspecto de produção questionável.
Em entrevistas prévias à exibição, executivos apontaram que a estética IA poderia ter apelo temático, mas a prática mostrou divergência entre expectativa e percepção do público. A indústria segue avaliando o papel da IA na publicidade de alto impacto.
As campanhas repetiram a dúvida sobre o que é IA de fato: há uso real da tecnologia ou apenas impressão de IA por meio de efeitos tradicionais. A discussão continua entre fãs, anunciantes e especialistas de marketing.
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