- O cérebro humano detecção rapidamente traços de rosto, o que leva a ver “falsos rostos” em objetos neutros e padrões de luz.
- Em estudo, 90% dos participantes enxergaram rosto em ao menos uma imagem de ruído visual.
- Rosto é visto com mais frequência em objetos (96,7%) do que em ruído visual (53,4%).
- Percepção de gênero tende a associar rostos a homens jovens e felizes, tanto em objetos quanto em ruído.
- Em clipes curtos, rostos aparecem mais em padrões verticalmente symétricos (65,8%) do que em padrões aleatórios (23,6%).
Faces em objetos do cotidiano: o que revela um estudo sobre paridarolia
Pesquisadores investigaram por que humanos veem faces em itens comuns como nuvens, tomadas elétricas e até em sanduíches. O fenômeno é conhecido como pareidolia, ou ver rostos onde não há.
Em estudo publicado pela Royal Society Open Science, participantes foram expostos a objetos que lembravam faces e a ruídos visuais abstratos sem significado. A ideia foi observar respostas visuais rápidas.
Resultados mostram que 90% dos voluntários viram ao menos uma face em algum ruído. Em objetos com formato facial, 96,7% das imagens foram interpretadas como contendo rosto.
Diferença entre objetos e ruídos
Aparelhos com características faciais foram mais propensos a ser reconhecidos como rosto do que os ruídos, que tiveram 53,4% de identificação facial.
Os pesquisadores destacam ainda um enviesamento de gênero: as faces percebidas tendem a ser vistas como masculinas, jovens e felizes, embora a razão permaneça em aberto.
Alaís, pesquisador externo, aponta que a pareidolia é um “positivo falso” do processamento visual. O cérebro busca detectar rostos rapidamente para identificar amigos ou ameaças.
Efeito da simetria e imagens em movimento
Em clips de ruído em movimento, a presença de simetria vertical aumentou a identificação de rostos para 65,8%, frente a 23,6% em padrões aleatórios.
Casos descritos incluíram imagens que pareciam dragões ou demônios, mas a simetria elevou a incidência de faces percebidas, segundo Spehar.
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