- Em 2014, pesquisadores da Universidade de Utrecht apresentaram o conceito de procrastinação na hora de dormir, investigando por que algumas pessoas dormem tarde sem obrigação que as force a acordar.
- O estudo aponta que o atraso não é tanto por não querer dormir, mas por não querer abandonar outras atividades, como usar o celular, jogar ou maratonar conteúdos.
- Com dispositivos e entretenimento disponíveis 24 horas, fica mais fácil se distrair à noite.
- O termo “procrastinação vingativa do sono” ganhou popularidade na internet em 2020, mas o estudo original não usa essa expressão; ele teve apenas 177 participantes online e não é considerado conclusivo.
- Em síntese, a ideia é que a procrastinação do sono pode ser uma forma de recuperar autonomia, prazer e identidade após um dia ocupado.
Em 2014, pesquisadores da Universidade de Utrecht, nos Países Baixos, divulgaram um estudo sobre a chamada procrastinação na hora de dormir. O foco era entender por que algumas pessoas preferem ficar acordadas sem obrigação real para tal.
O trabalho avaliou hábitos de sono e lazer noturno, associando horas de sono reduzidas a pior qualidade de vida. A ideia central é que a procrastinação do sono pode envolver mais não quer abandonar atividades do que evitar dormir.
A expressão popular “procrastinação vingativa do sono” ganhou força na internet, mas o estudo original não utiliza esse termo. A pesquisa analisou 177 pessoas via internet e não concluiu o tema de modo definitivo.
Origem do conceito
Segundo o estudo, o ato de adiar o sono não é necessariamente um comportamento averso. Em vez disso, pode representar uma tentativa de manter autonomia e prazer, mesmo com cansaço acumulado.
A ideia de “vingança” surge quando o adiamento funciona como compensação por frustrações diárias, como exigências do dia ou responsabilidades familiares. O objetivo é sentir tempo de lazer.
Como o termo se popularizou
A expressão ganhou repercussão em 2020, durante a pandemia, após menção de jornalistas em redes sociais. A associação ocorreu mais no uso coloquial do que na nomenclatura científica.
No meio acadêmico, o termo utilizado é bedtim e procrastinação do sono, sem a palavra vingança. A diferença está no uso informal frente à nomenclatura padronizada.
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