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Ajustes necessários para viver bem após a meia-idade

Livro defende ajustes de vida e atenção ao inconsciente para envelhecer com saúde mental, equilíbrio e sentido pessoal

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Faced with ageing, everyone needs methods for ‘terror management’ … Frank Tallis, author of Wise.
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  • A esperança de vida global atinge recordes, com a parcela da população com mais de oitenta anos em crescimento acelerado.
  • O livro Wise, de Frank Tallis, defende estudar como envelhecer bem não apenas fisicamente, mas também mentalmente, diante de um prolongamento da segunda metade da vida.
  • Tallis sustenta que aceitar as mudanças da idade e manter a ligação entre o mundo externo e o interno é chave para a resiliência e a integração pessoal.
  • O autor alerta para riscos modernos, como isolamento, excesso de distração e o uso indevido de inteligência artificial para “processar” emoções e decisões.
  • Entre as recomendações, estão ouvir o próprio inconsciente, praticar presença no momento, cultivar uma espiritualidade ampla e estabelecer conexões com os outros para encontrar propósito.

O jornalista e psicoterapeuta Frank Tallis lança Wise, livro que propõe oferecer caminhos para envelhecer com saúde mental. O foco não é apenas a longevidade física, mas o bem-estar psíquico ao longo de uma segunda metade de vida cada vez mais longa. A obra surge em meio a perguntas sobre solidão, distrações digitais e o papel da espiritualidade.

Tallis parte de uma revisão histórica, conectando ideias de Stoicismo, Dante, Freud e neurociência atual. Segundo ele, há convergência entre obras sobre a mente: desacordos internos não resolvidos atrapalham a adaptação. Esse reconhecimento guia a proposta central do livro.

O autor argumenta que o ponto médio da vida é uma virada: os objetivos mudam, a mortalidade se torna mais evidente e a ansiedade pode aumentar. Para lidar com isso, ele defende ajustes na forma de ver a si mesmo e a realidade, sem idealizar juventude.

Wise questiona o papel da cultura diante do envelhecimento. Tallis critica a ideia de que envelhecer é um problema solucionável apenas com tecnologia ou otimismo. Ele aponta riscos de “projetos de imortalidade” e da negação da morte na escala apocalíptica.

A partir de estudos históricos, o livro sugere que aceitar a mudança é o primeiro passo para o desenvolvimento. O autor alerta para distorções da sociedade atual, que favorecem fugas rápidas e distrações constantes, em detrimento da reflexão interna.

Para a segunda metade da vida, Tallis propõe manter contato com o inconsciente. Pequenos desvelamentos emocionais, sonhos e pistas sensoriais ajudam a entender a si mesmo. Essas experiências, diz, podem guiar mudanças profundas.

O livro destaca ainda os riscos da dependência de IA para pensar e decidir. Tallis alerta que a mente humana funciona de modo diferenciado, com intuição, emoções e sensibilidade. Não se deve terceirizar esse trabalho para máquinas.

Tallis relembra a influência de Carl Jung, distinguindo o self consciente da totalidade interior. O conceito de individuação orienta a busca por equilíbrio entre desejos, sentimentos e interesses internos, especialmente na meia-idade.

Entre as sugestões práticas, o autor frisa a necessidade de flexibilidade de hábitos, presença no momento e atenção às mensagens do inconsciente. Mesmo sem fórmulas prontas, ele aponta caminhos variados, sem impor regras universais.

O livro não propõe receitas únicas, reconhecendo que o que funciona para alguém pode não funcionar para outro. Ainda assim, oferece possibilidades: explorar novos hábitos, cultivar conexões e manter espaço para a espiritualidade, em diferentes formatos.

Wise chega às livrarias pela editora Abacus, com preço sugerido de 22 libras. A obra também aborda perguntas sobre como equilibrar ciência e mistério, ao lembrar a visão de Jung e de Pauli sobre a individuação em culturas contemporâneas.

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