- Neurociência mostra que alternar entre tarefas reduz o foco, aumenta erros e eleva o estresse, impactando a produtividade.
- Estudos da Universidade de Stanford indicam que apenas cerca de 2% das pessoas conseguem realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo com desempenho adequado.
- Ao dividir a atenção, ocorre troca atencional: parte do tempo produtivo se perde e entrega resulta em mais tempo gasto para menos.
- A taxa de erros pode crescer em até 20% quando tarefas são executadas de forma alternada, devido à menor eficiência do filtro de atenção.
- Organizações precisam rever práticas de gestão: o multitarefa não deve ser incentivado, pois pode provocar perdas de produtividade próximas a 40%, sugerindo culturas de foco, priorização e organização.
O que acontece quando as pessoas alternam tarefas no trabalho? Pesquisas em neurociência mostram que esse comportamento reduz o foco, aumenta erros e eleva o estresse, influenciando a produtividade individual e organizacional. O estudo orienta repensar práticas diárias.
Segundo análises com base em trabalhos de Stanford, apenas ~2% das pessoas conseguem realizar mais de uma tarefa em paralelo com desempenho adequado. Para a maioria, a prática do multitasking resulta em perdas significativas de produção.
A autora Thaís Gameiro resume o debate: o multitarefa é um mito persistente sobre desempenho cognitivo. O texto argumenta que dividir a atenção não gera ganhos reais de eficiência, especialmente em tarefas complexas. A evidência aponta para impactos negativos consistentes.
Como funciona a troca atencional
Ao tentar dividir a atenção, o cérebro não realiza atividades simultâneas. Favorece uma alternância rápida entre as tarefas, o que consome tempo produtivo. O resultado costuma ser maior tempo gasto para entregar menos.
Erros e retrabalho associados
A atenção funciona como filtro: foco reduz a quantidade de informações relevantes que chegam ao processamento. Em multitarefa, esse filtro se torna menos eficiente, elevando falhas e retrabalho. Estudos indicam aumento de até 20% na taxa de erros com alternância de tarefas.
Estresse e bem-estar no ambiente de trabalho
A mudança constante de foco eleva a carga cognitiva e emocional. Pesquisas associam maior liberação de cortisol, com efeitos diretos no bem-estar e no rendimento. O ambiente corporativo pode enfrentar maior cansaço e queda de desempenho.
Diante desses dados, organizações são convidadas a revisar práticas de gestão. Thaís Gameiro defende que o multitasking não deve ser estimulado como habilidade desejável. Evidências sugerem perdas de produtividade próximas a 40%, reforçando a necessidade de culturas de trabalho centradas em foco, priorização e organização.
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