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Defesa dos Brazão aposta na falta de provas para rebater narrativa da PGR no STF

Defesa dos irmãos Brazão sustenta ausência de provas que conectem o grupo ao assassinato e aposta em julgamento técnico no STF

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  • A Primeira Turma do STF começou a julgar os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, juntamente com mais três acusados, pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, em 2018.
  • A defesa dos Brazão sustenta que a denúncia da Procuradoria-Geral da República se baseia na narrativa da Polícia Federal, sem provas materiais que conectem os irmãos ao crime.
  • Os advogados afirmam que o julgamento deve ser técnico, desconstruindo ponto a ponto a acusação.
  • Além dos Brazão, respondem Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Ronald Paulo Alves Pereira e Robson Calixto Fonseca.
  • A PGR aponta motivação política ligada à atuação de Marielle Franco na Zona Oeste do Rio para justificar o crime; a defesa contesta relação direta com a disputa por terras.

A defesa dos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão migrou a estratégia para contestar a denúncia baseada em delação. Nesta terça-feira 24, a Primeira Turma do STF iniciou o julgamento dos acusados de ordenar a morte de Marielle Franco e de Anderson Gomes, em 2018 no Rio.

Os advogados sustentam que a PGR repetiu trechos da denúncia e do relatório da PF, sem apresentar provas materiais ligando os Brazão ao crime. Na visão da defesa, a acusação se sustenta em uma narrativa que não resiste a uma avaliação técnica.

O objetivo é derrubar, ponto a ponto, os fundamentos do Ministério Público. Segundo o advogado Márcio Palma, o julgamento deve ocorrer em bases estritamente técnicas, sem rely na narrativa policial.

Composição do processo e próximos témporos

Além dos Brazão, a 1ª Turma analisa outros três detidos: Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, ex-chefe da Polícia Civil do RJ; Ronald Paulo Alves Pereira, major da PM; e Robson Calixto Fonseca, policial e ex-assessor de Domingos Brazão.

Para a PGR, os Brazão seriam os mandantes do assassinato, com Rivaldo Barbosa apontado como contribuinte para o planejamento do crime. A motivação estaria associada a disputas políticas ligadas à atuação em áreas dominadas por milícias na Zona Oeste.

Os defensores argumentam que não há indícios suficientes para vincular a disputa por terras ao planejamento da execução da vereadora. Ao longo do processo, as defesas questionaram falhas processuais e a ausência de provas diretas de participação dos réus.

Durante interrogatório no STF, os réus negaram qualquer participação nos homicídios e apontaram inexistência de ligação com o ataque a Marielle Franco. O julgamento segue com base em provas técnicas e depoimentos já colhidos.

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