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Moraes dá 24 horas para defesa de Filipe Martins explicar uso de rede social

Moraes fixa prazo de 24 horas para defesa de Filipe Martins explicar uso de LinkedIn durante prisão domiciliar; descumprimento pode levar à prisão preventiva

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Filipe Martins, réu da ação penal nº 2.693 (núcleo 2), sob relatoria de Alexandre de Moraes. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • Moraes determinou 24 horas para a defesa de Filipe Martins esclarecer possível violação das medidas cautelares ao acessar o LinkedIn durante a prisão domiciliar, em 29 de dezembro.
  • A decisão ressalta que o uso de redes sociais é vedado pelas condições impostas pela Justiça; eventual descumprimento pode levar à prisão preventiva, conforme o Código de Processo Penal.
  • Filipe Martins foi condenado a 21 anos pelos fatos apurados no núcleo 2 da investigação sobre suposta tentativa de golpe de Estado; a sentença ainda não é definitiva.
  • As medidas cautelares foram criadas depois da prisão de Silvinei Vasques no Paraguai, que, segundo o relator, reforçou o risco de fuga de Martins e de outros réus.
  • A defesa classifica a decisão como perseguição política e afirma que Martins vinha cumprindo as determinações judiciais, incluindo uso de tornozeleira eletrônica e restrição de deslocamento; o Ministério Público acusa Martins de coordenar ações de organização criminosa para manter Bolsonaro no poder.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a defesa de Filipe Martins apresente, em 24 horas, esclarecimentos sobre possível violação das medidas cautelares. A ordem foi emitida após a inclusão de informações no processo de que Martins teria acessado o LinkedIn durante a prisão domiciliar, no dia 29 de dezembro. O uso de redes sociais, total ou parcial, é vedado pelas condições impostas pela Justiça.

Moraes destacou que o descumprimento pode levar à decretação da prisão preventiva, nos termos do Código de Processo Penal. Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão no julgamento do núcleo 2 da investigação sobre suposta tentativa de golpe de Estado. A sentença ainda não transitou em julgado.

A imposição das medidas ocorreu após a prisão do ex-diretor da PRF Silvinei Vasques, no Paraguai, episódio que, segundo o relator, reforçou o risco de fuga de Martins e de outros réus.

Defesa classifica medida como perseguição política

O advogado de Filipe Martins, Jeffrey Chiquini, afirmou que a cobrança é parte de uma perseguição política e que não há elementos que justifiquem a solicitação de explicações. Segundo ele, o STF já reconheceu que Martins cumpria as determinações judiciais, incluindo o uso de tornozeleira e restrições de deslocamento.

Ainda de acordo com a defesa, não houve mudança de conduta que justificasse o endurecimento da postura do Judiciário. A PGR acusa Martins de coordenar ações de organização criminosa que, conforme denúncia, buscava manter Bolsonaro no poder após as eleições de 2022.

Ligação entre Vasques, Martins e a PGR

A Procuradoria sustenta que as medidas cautelares foram adotadas com base na avaliação de risco de fuga e na necessidade de coibir condutas que possam comprometer a instrução criminal. O processo tramita no STF, com o objetivo de apurar as acusações apresentadas pela PGR.

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