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Deputada aciona MPF contra mapa de localização do Instagram; Meta recua

Deputada Erika Hilton aciona MPF contra Mapa do Instagram, citando risco de localização em tempo real e uso de dark patterns pela Meta, que recuou após críticas

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  • A deputada Erika Hilton (PSOL) acionou o Ministério Público Federal contra o Mapa do Instagram, ferramenta que mostra a localização dos usuários em tempo real.
  • O recurso, chamado Mapa do Instagram ou Mapa dos Amigos, foi disponibilizado pela Meta aos usuários da plataforma na quarta-feira, 10, mediante ativação pelo próprio usuário.
  • Hilton argumenta que a ferramenta pode levar a compartilhamento de localização exata, mapear hábitos e que a Meta não oferece alertas claros, mantendo a opção de não compartilhar como a última alternativa na interface.
  • A parlamentar sustenta que o design pode usar “dark patterns” (padrões de interface que induzem decisões indesejadas) e destaca riscos para pessoas com menor letramento digital, além de potencial para crimes como stalking e abuso contra mulheres e crianças.
  • Também pediu a instauração de inquérito para apurar possíveis violações à Constituição Federal, à Lei Geral de Proteção de Dados, ao Marco Civil da Internet e ao ECA Digital.
  • Em resposta à repercussão, a Meta afirmou que o recurso foi disponibilizado acidentalmente no Brasil e que está trabalhando para corrigir. O recurso já foi lançado nos Estados Unidos em agosto de 2025, gerando críticas de procuradores-gerais de 37 estados.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL) acionou o Ministério Público Federal (MPF) para apurar o Mapa do Instagram, ferramenta que permite visualizar a localização dos usuários em tempo real. O recurso, chamado Mapa dos Amigos, foi disponibilizado pela Meta aos usuários brasileiros na quarta-feira, 10, mediante ativação pelo próprio usuário.

Hilton argumenta que a função pode levando usuários a compartilhar localização precisa e que terceiros podem mapear hábitos. A parlamentar também critica a ausência de alertas claros sobre riscos e aponta que a opção de não compartilhar localização aparece como a alternativa final na interface.

Além disso, Erika Hilton afirma que o recurso pode representar riscos para pessoas com menor letramento digital e facilitar crimes como stalking, além de expor crianças e mulheres a violência. Ela pediu instauração de inquérito com base na Constituição, LGPD, Marco Civil e ECA.

Meta admite erro de lançamento

A Meta disse que o recurso foi disponibilizado acidentalmente para usuários brasileiros e que está trabalhando para corrigir a situação. Em março de 2025, o Mapa do Instagram já havia sido lançado nos Estados Unidos, gerando preocupação de procuradores-gerais de 37 estados no país.

Hilton afirmou que a situação no Brasil replica o que ocorreu no exterior, destacando os riscos já mapeados pela empresa em outros países. A deputada reiterou a necessidade de apuração e de medidas para proteger usuários, especialmente grupos vulneráveis.

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