- A autoridade britânica de proteção de dados, o ICO, abriu investigação formal sobre o Grok, chatbot da xAI, de Elon Musk.
- A apuração foca no processamento de dados pessoais e no potencial da ferramenta de produzir imagens e vídeos sexualizados.
- A investigação mira a xAI e a X Internet Unlimited Company, controladora de dados do X na União Europeia, com sede em Dublin.
- O ICO afirmou que há relatos de que o Grok teria gerado imagens sexuais não consensuais, incluindo de menores.
- Separadamente, o regulador de mídia do Reino Unido, o Ofcom, disse que continuará a investigação sobre o X; ataques a escritórios na França tiveram motivos semelhantes.
O Information Commissioner’s Office (ICO) do Reino Unido abriu uma investigação formal contra o Grok, chatbot da xAI, ligado a Elon Musk. A apuração analisa o processamento de dados pessoais e o potencial de a ferramenta produzir imagens e vídeos sexualizados. A ação envolve a xAI e a X Internet Unlimited Company, controladora de dados do X na União Europeia, com sede em Dublin.
Segundo o ICO, relatos apontam que o Grok poderia ter gerado imagens sexuais não consensuais de pessoas, incluindo menores. A autoridade destacou que a disseminação desse conteúdo levanta questões sob a legislação britânica de proteção de dados e pode causar danos significativos ao público.
Separadamente, o Ofcom, regulador de mídia do Reino Unido, informou que continuará a investigação sobre o X. Autoridades ao redor do mundo têm reprimido conteúdos sexualmente explícitos gerados pelo Grok, conforme relatos de órgãos reguladores internacionais.
Busca em escritórios na França
A manhã desta terça-feira também incluiu buscas em escritórios na França relacionados aos mesmos motivos apresentados pelo ICO. As equipes francesas haviam divulgado que as razões para as ações são idênticas às alegações de uso indevido do Grok para criação de conteúdo sexualizado.
A operadora francesa não detalhou números de imóveis ou pessoas envolvidas, mas confirmou as diligências para averiguação de proteção de dados e segurança digital. As investigações apontam para o uso do Grok em contextos que demandam avaliação de conformidade com leis de privacidade.
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