- O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse ter sido orientado por Lula a não transformar sua participação na Marcha para Jesus em evento político.
- Ele afirmou que não veio fazer comício e que o governo não quer antecipar o processo eleitoral; o ato seria para louvar o nome de Jesus Cristo.
- Durante o evento em São Paulo, Messias ficou isolado de outras lideranças políticas, como o governador Tarcísio de Freitas, o senador Flávio Bolsonaro e o prefeito Ricardo Nunes.
- Messias disse que vai esperar a resposta de Deus e a posição do presidente Lula sobre uma possível nova indicação ao STF, após ter sido rejeitado pelo Senado.
- O Senado rejeitou a indicação de Messias em 29 de abril por 42 votos contra 34, medida que rompeu a tradição de aval a indicados ao STF; Lula anunciou que reapresentará o nome, mas a regra do Senado impede nova apreciação neste ano.
Jorge Messias, advogado-geral da União, reagiu à fala do senador Flávio Bolsonaro durante a Marcha para Jesus, em São Paulo. Flávio afirmou que “o mal vai ser expulso do governo esse ano”. Messias disse que foi orientado pelo presidente Lula a não transformar a participação em ato político.
Ele ressaltou que o objetivo do evento foi religioso e não para comício. A participação ocorreu enquanto lideranças políticas, como o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes, circulavam no mesmo espaço, com Messias isolado em outro trecho do trio elétrico.
Indicação ao STF e posição de Messias
Messias afirmou que vai aguardar a resposta de Deus e a posição de Lula sobre eventual nova indicação para o STF, após ter o nome previamente rejeitado pelo Senado. O advogado-geral disse que aprendeu a confiar na fé e no plano democrático do país.
Questionado sobre o processo de sabatina, ele sugeriu que o tema político não refletiu o anseio da maioria do público, mantendo o compromisso com a democracia e as instituições. Disse ainda que pretende seguir semeando paz, verdade, justiça e bondade.
Situação no Senado e posição do governo
Em 29 de abril, o Senado rejeitou a indicação de Messias por 42 votos contra 34, em votação secreta. A rejeição quebrou uma tradição recente de aval público a indicados ao STF. O presidente Lula já afirmou que vai reapresentar Messias à Câmara.
A regra do Senado, vigente desde 2010, impede nova apreciação na mesma sessão para indicações rejeitadas. Assim, a reavaliação de Messias ficaria para o próximo ano, 2027, conforme a norma.
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