- Alcolumbre reclamou da pressão pela CPMI do Master, dizendo que senadores querem “palanque eleitoral” ao insistirem na instalação do colegiado.
- Ele destacou que Polícia Federal, Ministério Público Federal e a Justiça estão investigando o caso, sem apontar culpados, e criticou a abertura de mais uma CPMI apenas para politicagem.
- O desabafo ocorreu após a sessão em que o Congresso derrubou veto de Lula para permitir doações a estados e municípios antes das eleições.
- Sobre a PEC que tende a acabar com a escala de trabalho 6×1, o senador afirmou que o Senado não será apenas carimbador da Câmara e que a matéria será analisada em pelo menos uma comissão.
- Alcolumbre afirmou sentir ataques diários e disse que votará por convicção, sem pressões de grupos políticos ou da opinião pública.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, afirmou nesta terça-feira 2 que há pressão pela instalação de uma CPMI para investigar o caso do Banco Master. Ele classificou a cobrança como tentativa de palanque eleitoral e disse que há investigações em andamento por PF, MPF, Justiça e outros órgãos.
O senador relatou ter sido alvo de ataques durante a última sessão do Congresso, de quatro horas, por não ter lido o requerimento que abriu espaço para doações a estados e municípios antes das eleições, o que contraria a legislação eleitoral. Segundo ele, diversos agentes trabalham para apurar responsabilidades.
Alcolumbre também comentou sobre a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, tema que gerou atrito entre Legislativo e Executivo. Disse que o Senado não será apenas uma casa carimbadora da Câmara, e que a PEC será analisada por comissões.
Contexto
Ao comentar o andamento da tramitação, o senador afirmou que a proposta deverá passar por pelo menos uma comissão, sob avaliação do tempo de tramitação após a reunião de líderes, prevista para a próxima semana.
Ele ressaltou que a Câmara aprovou a PEC no último dia 28, com apoio do presidente Lula e do presidente da Câmara, Hugo Motta, após um acordo sobre o período de transição. O Senado, porém, já rejeitou indicação para o STF feita pela União.
Repercussões e tom político
Ao defender seu ministério, Alcolumbre disse que não há reconhecimento pelos resultados do Congresso nos últimos anos e que a lei deve atender ao Brasil, não às redes sociais. Segundo ele, o país vive em período eleitoral e as críticas migraram para o âmbito pessoal.
O presidente do Senado alegou que está sujeito a ataques diários e que precisa manter a autonomia de suas decisões, independentemente de pressões de grupos políticos ou da opinião pública. Ele afirmou que trabalhará com base em sua convicção e no tempo certo.
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