- Lula disse ser contra uma transição longa para o fim da escala 6×1 em debate no Congresso.
- A pauta avança na Câmara, mas há impasse sobre contrapartidas aos empresários e sobre desoneração da folha de pagamento, já descartada pelo Ministério da Fazenda.
- A proposta, inspirada no modelo chileno, prevê reduzir de quarenta e seis para quarenta horas semanais em quatro anos; Lula critica a transição gradual.
- O governo quer aprovação rápida para ter efeito nos trabalhadores, com benefícios para saúde e educação, mas há resistência à aplicação imediata.
- A pauta é vista como possível apoio político a Lula, funcionando como âncora eleitoral, caso tenha impacto positivo para o próprio governo.
O presidente Lula afirmou nesta sexta-feira que é contra uma transição longa para o fim da escala 6×1, em debate no Congresso Nacional. A posição foi apresentada durante discussão sobre a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.
A pauta tem avançado na Câmara, mas persiste um impasse sobre contrapartidas aos empresários. Chegou a surgir a ideia de uma nova desoneração na folha de pagamento, proposta já descartada pelo Ministério da Fazenda, além de uma possível janela de transição gradual, que o petista rejeita.
Não é aceitável reduzir a jornada em quatro anos com ganho horário mínimo por ano, afirma Lula. A proposta debatida envolve um modelo inspirado no Chile, com quatro anos para a redução de 44 para 40 horas semanais.
Ponto de debate na Câmara
Para o governo, quanto mais rápido o projeto for aprovado, maior o estímulo ao ânimo do trabalhador, com mais tempo livre sem queda salarial. Contudo, para que o efeito venha imediatamente, a aprovação precisa ocorrer já, o que tem encontrado resistência.
O presidente vem pressionando o Legislativo, destacando que o benefício terá impactos positivos na saúde e na educação. Em meio a outros projetos, como a isenção do IR para quem ganha até 5 mil reais, a avaliação interna é de que a 6×1 pode ser uma ferramenta eleitoral relevante para Lula.
A proposta acompanha a discussão de medidas para acomodar impactos nos setores econômicos, sem comprometer receitas e serviços públicos. O tema segue sob análise de técnicos e parlamentares, com votações previstas conforme a tramitação no Congresso.
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