- O Senado da Louisiana aprovou, por 27 votos a 10, um novo mapa congressional que eliminaria um dos dois distritos com maioria negra na Câmara, o 6º, atualmente representado pelo democrata Cleo Fields.
- O novo mapa manteria o 2º distrito com maioria negra, abrangendo de New Orleans a parte de Baton Rouge, e deixaria o 6º distrito mais propenso a votos brancos, com áreas suburbanas de Baton Rouge ao sul da Louisiana.
- O texto, se aprovado pela Câmara, pode garantir aos republicanos uma maioria de 5 a 1 na representação federal do estado, similar ao mapa utilizado em 2022.
- A decisão da Suprema Corte no caso Louisiana v. Callais enfraqueceu a Lei de Direitos de Voto, gerando novas contestações na redistrição de estados sulistas.
- O projeto SB 121 segue para a Câmara; se passar, o mapa precisa ser aprovado até 1 de junho e as eleições de 3 de novembro poderão ser realizadas em formato de disputa aberta. Debates destacaram tensões sobre o uso de raça na redistrição.
O Senado da Louisiana aprovou na quinta-feira um novo mapa congressional que eliminaria um dos dois distritos com maioria negra na Câmara dos Deputados estadual. A votação ficou em 27 a 10, e, se a Câmara estadual confirmar, o desenho pode assegurar uma maioria republicana de 5 a 1 no nível federal. O contexto envolve a fraqueza do Voting Rights Act após a decisão da Suprema Corte no caso Louisiana v Callais.
O novo mapa é quase idêntico ao utilizado pela Louisiana em 2022, que resultou em maioria republicana de 5 a 1. O district 6, hoje representado por Cleo Fields, democrata, seria redesenhado para favorecer áreas brancas da periferia de Baton Rouge e o sul da Louisiana, reduzindo o alcance da área atual que vai de Baton Rouge a Shreveport.
O district 2, atualmente sob Troy Carter, democrata, manteria a maioria negra, cobrindo parte de New Orleans e Baton Rouge, com provável viés democrata. A modificação não mudaria o status dessa região em termos de composição racial no mapa.
Situação atual e próximos passos
O projeto SB 121 segue para a Câmara Estadual. Caso seja aprovado, os legisladores precisam aprovar o novo traçado até 1º de junho. A eleição também foi reorganizada para ocorrer em 3 de novembro, em uma convenção de voto aberto com todos os candidatos.
Durante a discussão, o senador republicano Jay Morris defendeu o novo traçado, enquanto o senador democrata Sidney Barthelemy II contestou a ideia de que o redesenho utilizaria fatores raciais para delimitar distritos. A oposição decidiu manter o debate sem indicar mudanças rápidas no desenho.
Panorama político e implicações
Os líderes republicanos atuam com super-maiorias no Senado e na Câmara estaduais, limitando a capacidade de bloqueio por parte de opositores. A análise técnica aponta que a nova configuração pode alterar a representação da população negra no Congresso estadual, influenciando o peso político nas próximas eleições.
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