- A bancada evangélica fortaleceu o PL após a janela partidária, ajudando Flávio Bolsonaro e ampliando o desafio ao presidente Lula.
- O grupo soma 235 parlamentares no total: 209 deputados e 26 senadores.
- A janela partidária, de 5 de março até hoje, permitiu alterações de legenda sem perda de mandato, usadas para reforçar bancadas.
- O PL foi o principal destino, com 15 parlamentares mudando para a sigla, chegando a 78 membros da bancada; o Republicanos ficou em segundo, com 39; o União Brasil perdeu dez membros.
- A reorganização impacta as eleições de 2026, com Flávio fortalecido entre evangélicos — o segmento representa quase 27% da população — e pesquisas apontando vantagem dele nesse grupo.
A bancada evangélica do Congresso passou por reorganização durante a janela partidária, fortalecendo o PL, de Jair Bolsonaro, e desafiando a aproximação de Lula com o segmento. O movimento ocorre em ano eleitoral e influencia a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.
Deputados e senadores migraram para legendas mais alinhadas à direita, com o PL recebendo o maior fluxo. Ao todo, a bancada soma 235 parlamentares: 209 deputados e 26 senadores. As mudanças aconteceram desde 5 de março, quando a janela permitiu trocas sem risco de perda de mandato.
O PL tornou-se o principal destino, recebendo 15 novos integrantes e aumentando a bancada para 78 membros. Em seguida, o Republicanos ganhou espaço, totalizando 39 membros. O União Brasil foi o mais prejudicado, com 10 saídas para outros partidos, grande parte para o PL.
Reorganização da bancada
A mudança de alianças reflete o desempenho de blocos na Câmara, com a janela movimentando ao menos 73 deputados. O PL emerge como motor de apoio ao bolsonarismo, ampliando alcance junto a lideranças religiosas influentes.
Impacto eleitoral de 2026
A reorganização fortalece o espaço do campo bolsonarista na disputa presidencial, especialmente entre evangélicos. Dados do Datafolha indicam maior apoio de evangélicos a Flávio Bolsonaro, com cenários em que o senador atinge metade das intenções de voto desse grupo. Lula permanece com menor captação nesse segmento. O desafio evangélico para o governo é apontado por aliados como um ponto sensível na contagem eleitoral.
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