- A CPMI do INSS rejeitou, de madrugada, o relatório final de Alfredo Gaspar que pedia a prisão de Lulinha e o indiciamento de 216 pessoas, com 19 votos contra 12.
- O documento também propunha indiciamentos e prisões, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
- Entre os pedidos, estava a decretação da prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com representação à Justiça pela medida.
- O presidente da CPMI, senador Carlos Vianna, afirmou que não haverá impunidade e que os envolvidos nas irregularidades serão punidos.
- O relatório sustenta que Lulinha deixou o Brasil para a Espanha durante a Operação Sem Desconto, embora atualmente resida no exterior, e aponta a existência de um esquema bilionário de fraudes com descontos não autorizados em aposentadorias.
A CPMI do INSS rejeitou na madrugada de hoje o relatório final elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), que pedia a prisão de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, e o indiciamento de 216 pessoas. O documento também solicitava ações contra o Banco Master e um lobista conhecido como Careca do INSS.
O relatório foi rejeitado por 19 parlamentares, enquanto 12 votaram a favor do texto. Entre os acusados, aparecem o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, chamado Careca do INSS. O documento também pedia a decretação de prisão preventiva de Lulinha, com undência à Advocacia do Senado para requerer a medida.
Entendimento do relator indicava que Lulinha deixou o Brasil com destino à Espanha durante a operação da Polícia Federal, a Operação Sem Desconto. Atualmente, porém, o empresário reside em Madri e retornou ao Brasil no final do ano passado. O relatório aponta um esquema bilionário de fraudes envolvendo descontos não autorizados em aposentadorias por meio de entidades que simulavam vínculos com beneficiários.
Relatório aponta existência de um sistema estruturado de fraudes. Segundo o texto, havia artifícios para descontar benefícios, com a participação de entidades que simulavam vínculos com os beneficiários e agentes públicos. O documento atribui funções específicas ao Careca do INSS como operador central e relaciona Vorcaro a movimentações financeiras e operações de crédito consignado sob suspeita.
Guilherme Suguimori, advogado de Lulinha, disse que deve se posicionar após a leitura do relatório. A defesa do Careca do INSS afirmou ainda não ter lido o documento e não se manifestará fora do processo. A defesa de Vorcaro informou que não comentaria o conteúdo da CPMI.
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