- Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral do governo Lula, disse que a decisão sobre sair do PSOL para se filiar ao PT deve sair nas próximas semanas, com prazo até 4 de abril.
- Ele afirmou que mudanças partidárias precisam ocorrer antes do registro de candidaturas para as eleições e destacou o risco para o PSOL em caso de saída coletiva.
- O grupo do qual faz parte diz que a discussão é política, séria e estratégica, e que a saída poderia inviabilizar a existência institucional do PSOL.
- Boulos também comentou que o Judiciário precisa de democratização e reformas, apontando percussões de penduricalhos e a necessidade de enfrentar todos os poderes, incluindo os militares.
A definição sobre uma possível saída do PSOL para filiar-se ao PT deve sair nas próximas semanas, afirmou Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral do governo Lula, em entrevista ao Frente a Frente, do Canal UOL. O prazo é até 4 de abril, já que mudanças partidárias precisam ocorrer antes do registro de candidaturas.
Boulos destacou o risco para o PSOL caso haja uma saída coletiva do grupo. Segundo ele, a discussão política é séria e deve concluir-se em breve. Ele disse que o modelo de esquerda defendido busca disputar maiorias na sociedade, não apenas pregar para convertidos.
Ele reforçou a importância do PSOL, apontando que a saída de lideranças poderia inviabilizar a existência institucional do partido. Com isso, a saída poderia dificultar a passagem pela cláusula de barreira, tornando o cenário ainda mais complexo. A decisão deve ocorrer até 4 de abril, independente do desfecho.
Otimizações internas e cenário eleitoral
Boulos afirmou que o grupo está avaliando rumos estratégicos e que não há como antecipar o resultado. A discussão envolve impactos na estrutura do PSOL e a necessidade de manter o partido relevante no espectro da esquerda brasileira.
Reforma do Judiciário e reformas institucionais
Em outra linha, Boulos comentou que o Judiciário precisa de democratização maior, destacando a baixa permeabilidade popular ao poder. Ele citou críticas a penduricalhos e defendeu reformas que envolvam todos os poderes, inclusive os militares, para ampliar a participação.
Esses temas aparecem no Frente a Frente, com a participação dos colunistas Daniela Lima e Fábio Zanini. O programa traz análises sobre Brasília e as articulações para as eleições de 2026.
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