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Renan Filho minimiza mobilização de caminhoneiros e aponta interesses políticos

Renan Filho minimiza mobilização de caminhoneiros, vê interesses políticos e promete fiscalização de fretes para evitar nova greve semelhante à de 2018

Ministro dos Transportes anunciou medidas para conter insatisfação, mas categoria segue em estado de alerta. (Foto: Michel Corvello/Ministério dos Transportes)
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  • O ministro dos Transportes, Renan Filho, minimizou a mobilização de caminhoneiros e disse que há interesses políticos na movimentação, não apenas espontaneidade.
  • Entidades representativas suspenderam a paralisação após negociação com o governo, em que Renan Filho se comprometeu a fiscalizar fretes e punir quem descumprir o piso mínimo.
  • O ministro afirmou que empresas que insistirem em irregularidades podem ficar impedidas de contratar motoristas.
  • Também houve sinalização de acordo com o Supremo Tribunal Federal para flexibilizar a regra de descanso a cada 11 horas, medida reivindicada para evitar greve no ano eleitoral.
  • A crise do diesel teve início com conflitos no Irã que fechou o Estreito de Ormuz, elevando o preço do petróleo; o governo zerou PIS e Cofins do diesel e lançou uma subvenção de 10 bilhões de reais, enquanto a Petrobras aderiu ao apoio, mas houve reajuste no combustível.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, minimizou a mobilização de caminhoneiros em direção a uma paralisação provocada pela alta do diesel. Em entrevista ao O Globo, ele questionou a unidade de interesses da categoria e apontou possível viés político na movimentação. Ele afirmou não enxergar movimento espontâneo.

Entretanto, entidades que representam caminhoneiros aceitaram suspender a paralisação após negociação com o governo. Renan Filho comprometeu-se a fiscalizar fretes e coibir o descumprimento do piso mínimo. Empresas que dificultarem a atuação dos motoristas podem ficar sem contratar.

Ele indicou que uma solução para evitar greve em ano eleitoral pode passar por aproximação com o STF. A Corte tem regra de descanso obrigatório a cada 11 horas na direção. O ministro citou a necessidade de acordo quanto a essa norma.

Contexto internacional e impacto no diesel

O estopim da crise foi uma operação entre Estados Unidos e Israel, associada à morte de Ali Khamenei, líder iraniano. O fechamento do Estreito de Ormuz eleva o preço do barril e pressiona o custo do diesel.

O governo federal zerou PIS e Cofins sobre o diesel e criou uma subvenção de 10 bilhões de reais para manter o preço estável. A expectativa é reduzir o preço em até 0,64 real por litro em algumas regiões.

A Petrobras aderiu à subvenção, mas reajustou o diesel em 0,38 real por litro pouco depois. A presidência da estatal afirmou que, sem adesão, o reajuste poderia chegar a 0,70 real por litro.

Essas ações visam evitar um precedente da greve de 2018, que envolveu 24 estados e o Distrito Federal, provocando bloqueios e desabastecimento. A mobilização atual segue em estado de alerta, com medidas para evitar interrupções no abastecimento.

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