- O ministro dos Transportes, Renan Filho, minimizou a mobilização de caminhoneiros e disse que há interesses políticos na movimentação, não apenas espontaneidade.
- Entidades representativas suspenderam a paralisação após negociação com o governo, em que Renan Filho se comprometeu a fiscalizar fretes e punir quem descumprir o piso mínimo.
- O ministro afirmou que empresas que insistirem em irregularidades podem ficar impedidas de contratar motoristas.
- Também houve sinalização de acordo com o Supremo Tribunal Federal para flexibilizar a regra de descanso a cada 11 horas, medida reivindicada para evitar greve no ano eleitoral.
- A crise do diesel teve início com conflitos no Irã que fechou o Estreito de Ormuz, elevando o preço do petróleo; o governo zerou PIS e Cofins do diesel e lançou uma subvenção de 10 bilhões de reais, enquanto a Petrobras aderiu ao apoio, mas houve reajuste no combustível.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, minimizou a mobilização de caminhoneiros em direção a uma paralisação provocada pela alta do diesel. Em entrevista ao O Globo, ele questionou a unidade de interesses da categoria e apontou possível viés político na movimentação. Ele afirmou não enxergar movimento espontâneo.
Entretanto, entidades que representam caminhoneiros aceitaram suspender a paralisação após negociação com o governo. Renan Filho comprometeu-se a fiscalizar fretes e coibir o descumprimento do piso mínimo. Empresas que dificultarem a atuação dos motoristas podem ficar sem contratar.
Ele indicou que uma solução para evitar greve em ano eleitoral pode passar por aproximação com o STF. A Corte tem regra de descanso obrigatório a cada 11 horas na direção. O ministro citou a necessidade de acordo quanto a essa norma.
Contexto internacional e impacto no diesel
O estopim da crise foi uma operação entre Estados Unidos e Israel, associada à morte de Ali Khamenei, líder iraniano. O fechamento do Estreito de Ormuz eleva o preço do barril e pressiona o custo do diesel.
O governo federal zerou PIS e Cofins sobre o diesel e criou uma subvenção de 10 bilhões de reais para manter o preço estável. A expectativa é reduzir o preço em até 0,64 real por litro em algumas regiões.
A Petrobras aderiu à subvenção, mas reajustou o diesel em 0,38 real por litro pouco depois. A presidência da estatal afirmou que, sem adesão, o reajuste poderia chegar a 0,70 real por litro.
Essas ações visam evitar um precedente da greve de 2018, que envolveu 24 estados e o Distrito Federal, provocando bloqueios e desabastecimento. A mobilização atual segue em estado de alerta, com medidas para evitar interrupções no abastecimento.
Entre na conversa da comunidade