- Erika Hilton (PSOL-SP) presidiu a Comissão da Mulher pela primeira vez; a sessão teve clima tenso e provocação desde o início.
- A deputada Chris Tonietto (PL-RJ) pediu uma questão de ordem e afirmou que a presidente chamou as mulheres de “cadelas”.
- Erika afirmou que suas críticas foram a um grupo específico na internet e não às mulheres como um todo; mencionou postagem contra transfóbicas e “imbeCIS”.
- O ambiente na sessão foi de tensão, com militantes de ambos os lados presentes e cobranças entre bolsonaristas e adversários.
- A bancada evangélica, representada por Eli Borges (PL-TO), esteve presente; o PSOL destacou solidariedade a Erika, e houve discussão sobre uma possível moção de repúdio.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) abriu a primeira sessão que preside na Comissão da Mulher com ataques da bancada bolsonarista. O encontro ocorreu na Câmara dos Deputados, em meio a protestos de ambos os lados.
Logo no início, a deputada Chris Tonietto (PL-RJ) pediu uma questão de ordem e afirmou que Hilton chamou as mulheres de cadelas. A presidente rebateu, dizendo que não ataca as mulheres como grupo, apenas críticas a indivíduos em redes sociais.
Hilton explicou que as críticas se referiam a comentários de um grupo restrito na internet, não ao universo feminino. A discussão envolveu termos como cis e críticas a pessoas que teriam ameaçado a deputada.
A orientação do PSOL era evitar respostas inflamatórias e manter a comissão com andamento técnico, segundo fontes internas. O clima se manteve tenso entre militantes de esquerda e direita na sala lotada.
Deputadas bolsonaristas foram estimuladas a intensificar o embate, com relatos de que houve cobrança de posicionamento firme contra a deputada. Em corredores, houve pedidos de respeito e atritos entre opositores.
Durante o confronto, houve registro de apoio a Hilton por parte de parlamentares do PSOL que não integram a comissão. Também houve menção a uma moção de repúdio a Erika e aplausos a Ratinho, segundo relatos da sessão.
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