- Pesquisa Meio/Ideia aponta que 54% dos eleitores não acreditam que Bolsonaro tentou dar um golpe; 39% dizem que ele tentou, e 7% não sabem.
- Sobre impeachment de ministros do STF, 44% dizem que o apoio aumenta votos para o Senado, 33% não veem influência, 15,5% não sabem e 7,5% não respondem.
- Datafolha aponta que 43% dos brasileiros não confiam no STF, maior índice desde 2012, enquanto 16% dizem confiar muito; Genial/Quaest mostram 49% de desconfiança.
- Quaest revela que 72% entendem que o STF tem poder excessivo e 66% entendem que é importante votar em candidatos ao Senado comprometidos com o impeachment de ministros.
- O caso Banco Master ajuda a deteriorar a imagem do STF: 35% associam o Master ao STF, e 69,9% dos que conhecem o caso acreditam que ele abalou a credibilidade da instituição.
O que ocorreu: a narrativa de que houve um golpe de Estado articulado por Jair Bolsonaro e aliados ganhou força no Brasil há três anos, mas vem perdendo impacto junto ao público. Pesquisas indicam queda na credibilidade dessa linha entre eleitores.
Quem está envolvido: o ex-presidente Jair Bolsonaro, seus apoiadores e o STF são os principais protagonistas da discussão que envolve também o Banco Master, ministros do Supremo e a atuação de autoridades investigativas.
Quando e onde: os desdobramentos ganharam impulso a partir de 2021 e se mantêm no debate público nacional. As avaliações são fundamentadas em pesquisas realizadas em diferentes momentos do país, sem localização única.
Por que aconteceu: a queda de confiança acompanha denúncias envolvendo o STF, escândalos do Banco Master e acusações de ativismo judicial. A percepção de exageros e de abusos processuais alimenta a demanda por mudanças institucionais.
A guinada na opinião pública fica evidente em pesquisa Meio/Ideia, que aponta 54% dos eleitores não acreditando na tentativa de golpe, frente a 39% que afirmam ter ocorrido. Outros 7% não sabem responder.
Ao mesmo tempo, 44% dos entrevistados veem potencial de voto para impeachment de ministros da Corte como influência em escolhas ao Senado, enquanto 33% discordam e 15,5% respondem não saber.
Descolamento da narrativa tradicional
Dados de Datafolha indicam 43% de desconfiança no STF, o maior índice desde 2012, com apenas 16% confiando muito na instituição. A Genial/Quaest aponta 49% de desconfiança entre os entrevistados.
A Quaest também revela que 72% consideram o STF com poder excessivo e 66% valorizam candidatos ao Senado comprometidos com o impeachment de ministros da Corte.
Caminhos institucionais e impacto político
O conjunto de informações aponta para uma mudança de percepção sobre o julgamento de Bolsonaro e de aliados, e para a possibilidade de impactos eleitorais relevantes, incluindo a ascensão de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, em cenários com Lula.
A deterioração da imagem do STF também é associada a fatores como decisões controvérsias no âmbito da Lava Jato, debates sobre a independência dos poderes e questionamentos éticos.
Contexto atual e leitura para o eleitor
Especialistas destacam que a narrativa de defesa da democracia, associada ao STF, foi desgastada pela série de denúncias e por disputas institucionais recorrentes. A percepção pública tende a influenciar votos e preferências esperadas para as eleições de outubro.
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