- O Partido Liberal de Victoria encara uma ameaça crescente da One Nation, que aparece na linha de frente do seu espectro político.
- Pesquisas recentes indicam intenções de voto favoráveis à One Nation entre 11% e 26,5% de primeira preferência para as eleições estaduais de novembro.
- O ex-premier Jeff Kennett pediu aos liberais que considerem acordos de preferência com a One Nation e até possibilidade de governar no plural com outras minorias, se necessário.
- A líder do Liberal, Jess Wilson, mantém a posição de não tomar decisão sobre acordos de preferência agora, ressaltando que o foco é obter o voto número um para Liberais ou Nacionais.
- Há relatos de conversas de membros da coalizão com a One Nation sobre possível adesão, o que aumenta a pressão interna para definir a estratégia de preferência e alianças antes das urnas.
O cenário político na Victoria ganhou novos contornos com o avanço de One Nation, o partido de direita que cresce ao lado do tradicional Liberal. Pesquisas divulgadas neste início de ano indicam tendência de ganho de espaço nas eleições estaduais de novembro, desafiando o domínio Liberal.
A ampliação de 11% a 26,5% nas intenções de voto de primeira preferência, segundo diferentes levantamentos, sinaliza um crescimento significativo em comparação ao fim de 2025. A exaltação vem em meio a divisões internas históricas nos Liberais, apontadas como principal obstáculo para vencer o governo.
One Nation fortifica sua atuação com a campanha focada no estado e a promessa de candidatura em todas as vagas da assembleia e do senado. O partido também intensificou ataques à resposta do governo aos incêndios florestais, mantendo o tema na agenda pública.
Contexto político
Relatos internos indicam pressão entre os Liberais para coordenar preferências com One Nation, especialmente em cenários de disputa entre Labor e Liberais. Em várias faixas, o destino dos votos de One Nation pode favorecer ou não a vitória de um dos blocos majoritários.
Jeff Kennett, ex-primeiro-ministro e figura de peso no partido, estimulou a possibilidade de acordos com One Nation, ou mesmo de apoio a um governo minoritário caso necessário. A posição de liderança de Jess Wilson, no entanto, permanece aberta e sem definição clara sobre preferências.
Outra linha de tensionamento envolve a gestão da imagem multicultural de Victoria. Questionamentos sobre possíveis aproximações com Hanson têm sido debatidos nos bastidores, com relatos de críticas de aliados às alianças que poderiam emergir.
Perspectivas das prévias e desdobramentos
O futuro das negociações de preferências será definido mais próximo das eleições, quando o partido deve consolidar candidaturas centristas e ampliar a busca por opções de coalizão. Há quem veja vantagens em manter o foco no centro, evitando alianças com setores mais radicais.
Mudanças na composição da direção estadual Liberal, com nomeações e rebatimentos das disputas internas, também aparecem como fator determinante para a estratégia de novembro. A direção é vista como crucial para manter a balanceada posição entre moderados e conservadores.
O desfecho pode ampliar ou reduzir o espaço de One Nation em Victoria, impactando a composição do parlamento e, por consequência, o cenário de governança no estado. A eleição permanece marcada pela incerteza e por negociações em curso nos bastidores.
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