- PSOL vai deliberar sobre federação com o PT em 7 de março; a decisão foi anunciada pela presidente Paula Coradi após reunião com dirigentes petistas em 25 de fevereiro.
- A proposta envolve a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV); hoje o PSOL é federado com a Rede e busca renovar o acordo por mais quatro anos.
- Dentro do PSOL há divergências: a ala Revolução Solidária, liderada por Guilherme Boulos, é a que apoia a união; outra vertente teme que a federação prejudique candidaturas próprias.
- O PT diz que a federação buscaria manter a unidade do campo progressista em torno de pautas do governo Lula, sem comprometer a autonomia do PSOL, visando uma agenda de legado para o país.
- Também foram discutidas alianças entre PT e PSOL em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe, incluindo a possível candidatura da ex-deputada Manuela D’Ávila ao Senado no RS.
O PSOL dará a palavra final sobre a federação com o PT em março. A parceria, apresentada pelo PT a líderes psolistas no fim do ano, ainda não é consenso nas duas legendas. O tema envolve regras eleitorais, como a cláusula de barreira, e candidaturas estaduais.
A deliberação está marcada para o dia 7 de março. A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, comunicou a decisão após reunião com dirigentes do PT. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 25, em tom de busca por entendimento, sem encaminhamentos definitivos.
Paula Coradi ressaltou que o debate sobre a federação é legítimo e que, independentemente da composição, o PSOL tem atuado ao lado do governo Lula em pautas relevantes. A sigla tem se posicionado contra a extrema-direita tanto em ruas quanto na Câmara.
No PSOL, há receio de que a federação prejudique candidaturas próprias em estados, favorecendo nomes do PT. Há ainda uma ala mais radical que teme a descaracterização do programa do partido, que nasceu como dissidência do PT em 2005. Até o momento, a ala Revolução Solidária, liderada por Guilherme Boulos, é apontada como a principal apoiadora da união.
Entre as lideranças do PT, Edinho Silva defende a federação como forma de manter a unidade do campo progressista em torno de pautas prioritárias para o governo Lula. A ideia seria construir uma aliança que preserve a autonomia do PSOL e avance uma agenda com legado para o país. Também participaram da reunião o secretário-geral do PSOL, Henrique Fontana, o secretário de Organização, Laércio Ribeiro, e o secretário de Comunicação, Éden Valadares.
Além da federação, PT e PSOL discutiram alianças em estados com maior expectativa de disputa. Estão no radar moldes de composição em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe. Entre os nomes citados aparece a ex-deputada Manuela D’Ávila como possível candidata ao Senado no Rio Grande do Sul, em chapa com o presidente da Conab, Edegar Pretto, e Juliana Brizola, do PDT.
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