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Derrite admite mais recursos para segurança após Câmara derrubar taxação de bets

Deputado admite que a segurança pública precisa de novas fontes de arrecadação após a rejeição da taxação de bets, apontando desequilíbrio federativo

Deputado afirma que governo se omitiu ao não conseguir barrar derrubada da taxação das bets na votação do PL Antifacção.
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  • O deputado Guilherme Derrite admitiu que a segurança pública precisa de mais recursos e que é necessário aumentar a arrecadação, mesmo após recuar da taxação das bets.
  • A Câmara derrubou a cobrança sobre as bets (Cide-Bets) que poderia financiar a segurança, apesar de Derrite ter aceitado a emenda proposta pelo Senado.
  • A tributação de 15% sobre as bets, caso fosse implementada, poderia render cerca de R$ 30 bilhões por ano, segundo o senador Alessandro Vieira.
  • Derrite destacou o desequilíbrio no financiamento da segurança entre União, estados e municípios e defendeu maior participação da União no custeio.
  • O PL Antifacção segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mantendo regras contra o crime organizado e ampliando instrumentos de bloqueio de bens e investigações rápidas.

Derrite admite que a segurança pública precisa de mais recursos após a Câmara derrubar a taxação das bets. O deputado Guilherme Derrite (PP-SP), relator do PL Antifacção, reconheceu a necessidade de ampliar a arrecadação, apesar da retirada da cobrança sobre casas de apostas. O texto segue para asanção presidencial.

Durante a sessão em plenário, a chamada Cide-Bets foi retirada do projeto. Derrite havia apoiado inicialmente a proposta defendida pelo Senado, mas acabou concordando com a emenda que zerou a taxação diante da resistência de setores do centrão contrários ao aumento de impostos sobre apostas.

Ele afirmou em entrevista à GloboNews que o país precisa buscar novas fontes de financiamento para a segurança pública, citando bets e outras loterias como possibilidades, sem detalhar caminhos específicos. A mensagem ressaltou a necessidade de maior receita.

A estimativa de tributo de 15% sobre as bets, originalmente destinada a financiar políticas de segurança, poderia render cerca de 30 bilhões de reais por ano, conforme o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A retirada gerou críticas da base governista.

Derrite também apontou um desequilíbrio no financiamento entre as esferas federal, estadual e municipal. Segundo ele, Estados respondem por cerca de 80% dos custos, enquanto o governo federal something around 10%, com participação similar dos municípios.

O deputado criticou a liderança do governo, dizendo ter faltado organização política e consenso para manter o texto. Ele afirmou que o financiamento das ações relacionadas às bets deveria avançar em um projeto separado, preservando o que já foi aprovado pelo Senado.

O PL Antifacção, que agora depende da sanção de Lula, endurece regras contra o crime organizado. A proposta define facções, aumenta penas que podem chegar a 40 anos e amplia instrumentos de bloqueio de bens e combate ao financiamento dessas organizações.

Além disso, o texto prevê maior celeridade em investigações, possibilidade de prisão preventiva para envolvidos com facções e o redirecionamento de recursos apreendidos para fundos de segurança pública. O governo federal celebra a aprovação, destacando o fechamento de brechas legais.

Apesar das reservas sobre o financiamento, o governo ressaltou que a medida fortalece o enfrentamento ao crime e evita favorecer estruturas criminosas. A expectativa é que a sanção ocorra nos próximos dias, com impactos ainda a serem detalhados pela administração.

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