- Ciro Nogueira, presidente do PP, defende que o partido feche aliança com o PSD em Santa Catarina e apoie João Rodrigues para o governo, contra o governador Jorginho Mello (PL).
- A posição ocorre após Bolsonaro rifar o PP, privilegiando Carlos Bolsonaro e deixando Amin sem apoio na disputa catarinense.
- O PP passa a mirar João Rodrigues, prefeito de Chapecó, como candidato; ele enfrenta Jorginho Mello (PL), que busca a reeleição.
- O coordenador da federação PP e União Brasil em SC, Fabio Schiochet, disse que, se for da vontade do governador, o caminho é João Rodrigues.
- No cenário nacional, Bolsonaro tem a palavra final nas candidaturas ao Senado; Flávio Bolsonaro tenta atrair PP/União Brasil para sua coligação, gerando impactos nas negociações.
Em Santa Catarina, o PP enfrenta uma reviravolta estratégica após Jair Bolsonaro privilegiar outros nomes na definição de candidaturas. A prioridade do ex‑presidente, segundo membros do partido, foi manter vínculos com o filho Carlos Bolsonaro, o que elevou a dúvida sobre o alcance da aliança com o PP no estado. A decisão também trouxe questionamentos sobre a composição de chapas no Senado.
Ciro Nogueira, presidente do PP, sinalizou que a bancada catarinense poderia orientar o caminho do partido em SC. Ele apontou que a decisão cabe a Amin, que pretende concorrer à reeleição no estado. A ideia é consultar as bases para definir o rumo do PP diante da melhor opção de aliança local.
O cenário em SC envolve João Rodrigues, atual prefeito de Chapecó, que compõe o PSD e se coloca como alternativa para vencer o governo de Santa Catarina contra o governador Jorginho Mello, do PL, que busca a reeleição. O PP avaliaria apoiar Rodrigues caso a linha de Bolsonaro dificultar Amin se confirme.
Na prática, o coordenador da federação PP e União Brasil em SC, deputado Fabio Schiochet (União-SC), disse ao UOL que o PL pressiona o Progressistas para ficar do lado adversário. Segundo ele, se a vontade do governador for essa, o caminho seria apoiar João Rodrigues.
Em âmbito nacional, a definição de candidaturas ao Senado ganhou contornos políticos significativos. O líder da oposição na Câmara destacou que cabe a Bolsonaro montar as chapas, lembrando que houve acordo para a palavra final nas disputas senatoriais.
A dinâmica afeta também a relação entre Bolsonaro e seus rivais, já que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) busca atrair Progressistas e União Brasil para compor sua coalizão. A situação vem mexendo com negociações em várias federações.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu que rifar Amin pode atrapalhar negociações para a aliança nacional com o PP. Ele reiterou que, no Senado, a decisão depende de Bolsonaro, mas sinalizou desdobramentos negativos para o acordo entre as legendas.
Também repercute a cena local: investidores e motores econômicos de SC manifestaram que não é necessário “importar” conservadores ao Senado, o que aumenta a pressão para uma solução que garanta representatividade regional.
Carol de Toni, pré-candidata pelo PL a deputada, surge como figura de peso em SC, liderando pesquisas para o Senado. Ela teria sinalizado possível saída do PL caso não haja garantia de que poderá concorrer, elevando a tensão entre os partidos na disputa local.
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