- Deputados do Amapá discutem abrir uma CPI para apurar investimentos de R$ 400 milhões da Amprev no Banco Master, em títulos de alto risco sem proteção de fundos garantidores.
- A motivação beira o risco de comprometer o pagamento de aposentadorias e pensões de servidores, especialmente após a liquidação da instituição pelo Banco Central.
- O foco da investigação inclui Jocildo Lemos, ex-presidente da Amprev, apontado como indicado político do senador Davi Alcolumbre, além de conselheiros que aprovaram os investimentos.
- No Congresso Nacional, porém, a tramitação está emperrada: leitura de requerimento no Senado não ocorreu e, na Câmara, o caso é considerado prioridade menor.
- Se instalada, a CPI no Amapá poderá convocar depoentes, quebrar sigilos e analisar documentos da Amprev; são necessárias oito assinaturas entre 24 deputados, e já existem duas adesões.
A Assembleia Legislativa do Amapá avalia instalar uma CPI para investigar investimentos de R$ 400 milhões da Amprev, a previdência estadual, no Banco Master. A proposta surge enquanto pedidos de investigação no Congresso Nacional seguem emperrados por decisões políticas em Brasília.
A motivação é o risco potencial aos pagamentos de aposentadorias de servidores, já que o dinheiro foi aplicado em títulos de alto risco e sem proteção de fundos garantidores. A instituição foi liquidada pelo Banco Central, elevando a apreensão sobre a segurança dos recursos.
Entre os alvos da investigação estão Jocildo Lemos, ex-presidente da Amprev, que renunciou após ações da Polícia Federal, apontado como indicado político do senador Davi Alcolumbre. Conselheiros que aprovaram os investimentos também são alvo.
No Congresso, as CPIs já possuem assinaturas suficientes, mas aguardam leitura dos requerimentos. No Senado, o presidente Davi Alcolumbre ainda não fez a leitura; na Câmara, o caso Master fica em uma fila de prioridades, segundo notas oficiais.
A relação com o senador envolve a alegação de que Lemos foi convidado por Alcolumbre para o cargo, enquanto Alberto Alcolumbre, irmão do parlamentar, ocupou assentos nos conselhos Fiscal e de Previdência da Amprev. As investigações buscam esclarecer a atuação de gestão.
Caso seja instalada, a CPI terá poderes para convocar depurados, quebrar sigilos e analisar documentos internos da Amprev. O objetivo é identificar gestão temerária ou fraude. Para avançar, são necessárias oito assinaturas entre 24 deputados estaduais; até agora, duas foram confirmadas.
Fonte: Gazeta do Povo.
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