- Teresa Leitão assumiu a liderança do governo no Senado e reabriu o diálogo com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, em duas reuniões recentes.
- A troca de mensagens entre Planalto e Senado é vista como capaz de revigorar a relação entre os poderes, com expectativa de aproximação entre Lula e Alcolumbre.
- Teresa afirma tratar a relação entre Lula e Alcolumbre de forma institucional, destacando que a reunião foi uma decisão pessoal de cada um.
- A agenda inclui a defesa da redução da jornada de trabalho (6×1), pauta considerada prioridade pelo governo, porém sem sinal de calendário definitivo de votação.
- A pauta de alto impacto fiscal, como a PEC da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, segue em debate e pretende avançar após o recesso, que começa em 18 de julho.
A primeira semana da senadora Teresa Leitão como líder do governo no Senado terminou com a reabertura do diálogo entre Legislativo e Executivo. Teresa se reuniu duas vezes com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nos últimos dias. A atuação ocorre em meio a desgaste entre Planalto e Casa.
A liderança do PT substituiu Jaques Wagner e busca reconduzir as relações institucionais entre os Poderes. Aliados apontam que a aproximação com Alcolumbre pode favorecer uma reaproximação entre Lula e o parlamento, conforme apuração de veículos. Teresa disse tratar a relação de forma institucional.
Teresa afirmou à imprensa que havia uma decisão institucional entre Lula e Alcolumbre para manter o diálogo. Ela negou ruptura entre Planalto e Senado e ressaltou que ministros e parlamentares seguem conversando. A nova liderança mantém o tom de diálogo aberto.
Na pauta, está a proposta de redução da jornada de trabalho, alvo de negociações entre governo e oposição. O texto enfrenta resistência de setores econômicos e não tem calendário definido para votação. A tendência é tratar o tema após o recesso, em agosto.
A pauta também envolve a PEC da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. O efeito fiscal estimado é de cerca de 28 bilhões de reais em dez anos. A eleição de março não altera o debate no Senado.
Na terça-feira, Alcolumbre elogiou a habilidade de articulação de Teresa e destacou a importância da liderança para a interlocução entre os poderes. A própria agenda de Teresa incluiu a reunião com centrais sindicais e o senador Paulo Paim para discutir a pauta.
No plenário, Teresa ouviu vozes que reforçaram a importância de avançar com a agenda de governo. A ideia é destravar votações com maior coordenação entre Executivo e Legislativo, evitando atritos recentes.
A expectativa é manter o diálogo ativo entre Lula e Alcolumbre. Em agosto, há a possibilidade de avanços em temas complexos, conforme a dinâmica entre a liderança do governo e o Congresso. A equipe de Teresa planeja ampliar a interlocução com as bancadas.
Além disso, Teresa participou de reuniões com a bancada petista para definir a escolha do novo líder do grupo no Senado. Camilo Santana deve assumir a função, com anúncio previsto para a próxima semana, fortalecendo a atuação da base governista.
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