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Resistência de Marília força PT a planejar plano C para Minas

Marília Campos resiste a concorrer ao governo de Minas, obrigando o PT a buscar o plano C e avaliar nomes internos e de outros partidos

Resistência de Marília obriga PT a buscar "plano C" para Minas - destaque galeria
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  • O PT enfrenta dificuldade para apontar candidato ao governo de Minas após a recusa de Marília Campos em abandonar a disputa pelo Senado, levando a sigla a buscar um “plano C”.
  • Mesmo sem Marília, o PT mantém a decisão de ter candidatura própria ao governo de Minas e não apoiar nomes de outros partidos.
  • Entre os favoritos para substituir Marília estão Reginaldo Lopes e Rogério Correia, com avaliação interna de que poderiam fortalecer a legenda mesmo com a ausência de Marília.
  • Outros nomes em pauta incluem Macaé Evaristo, Daniel Sucupira e André Quintão, usados como alternativas para a chapa majoritária.
  • Há ainda a possibilidade de conversar com o MDB, com Gabriel Azevedo surgindo como cotado, enquanto parte da base petista defende manter a candidatura própria.

Belo Horizonte — O PT trabalha para consolidar uma candidatura própria ao governo de Minas, diante da resistência de Marília Campos em trocar a corrida ao Senado pela disputa pelo Palácio Tiradentes. A sigla admite que o plano A falhou com a recusa de Rodrigo Pacheco e o plano B já enfrenta dificuldades com a permanência de Marília na indicação ao Senado.

Mesmo com a pressão interna, dirigentes petistas já discutem um plano C para a disputa estadual, mantendo a posição de não endossar nomes de outros partidos. A preocupação é manter a presença do PT no governo mineiro, independentemente do desenrolar com Marília.

Conforme a ala do partido, as duas opções favoritas em eventual ausência de Marília seriam os deputados Reginaldo Lopes e Rogério Correia, ambos com bom desempenho em avaliação interna. Contudo, há cautela de que a ausência de nomes fortes possa enfraquecer a atuação na Câmara dos Deputados.

Reginaldo Lopes ainda não descartou a possibilidade de concorrer, caso Lula escolha o nome. Rogério Correia afirmou que não recusaria um pedido do presidente, mas há receio de impactos negativos na bancada caso seja escolhido para a majoritária.

Além dos nomes internos, surgem candidatos de outros campos. Macaé Evaristo, ex-ministra dos Direitos Humanos e deputada estadual, é citada como alternativa com projeção. Daniel Sucupira, ex-prefeito de Teófilo Otoni, também aparece como avaliação positiva, devido à comunicação e ao relacionamento com prefeitos regionais.

Apesar da decisão formal de lançar candidatura própria, o PT admite a possibilidade de rever a posição e buscar entrada de uma chapa de outro partido. No cenário, o nome de Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, ganha força em parte da militância, apesar de resistências internas.

Interlocutores destacam que a decisão final depende de conversas em curso entre a direção do partido e lideranças nacionais, incluindo o presidente Lula, bem como da percepção sobre impactos eleitorais locais. A expectativa é esclarecer em breve qual rumo será adotado pelo PT em Minas.

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