- Michelle Bolsonaro ainda não decidiu se manterá a candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, com decisão esperada próximo das convenções, até 5 de agosto.
- Há expectativa de que aliados tentem convencê-la a seguir na disputa, mesmo diante da crise com o pré-candidato Flávio Bolsonaro.
- Especulações apontam possível saída do PL e filiação ao Republicanos, mas a mudança seria inviável para concorrer neste pleito pela regra de filiação de seis meses antes da eleição.
- O Republicanos sinalizou abertura para recebê-la no futuro, caso decida se filiar após a eleição ou renuncie à candidatura, e o presidente Marcos Pereira disse que Michelle seria bem-vinda.
- A senadora Damares Alves também comentou o caso, destacando ataques às mulheres da direita; além disso, insatisfações com o PL, incluindo desorganização em relação às eleições do Distrito Federal, compõem o cenário.
Michelle Bolsonaro ainda não decidiu se manterá a candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, em meio a uma crise interna com Flávio Bolsonaro e as disputas dentro do PL. A decisão deve ocorrer próximo às convenções, previstas até 5 de agosto, segundo aliados próximos da ex-primeira-dama.
Ela deixou a presidência do PL Mulher após o atrito público com o pré-candidato Flávio Bolsonaro. A crise tornou o futuro político de Michelle incerto, com aliados buscando ainda convencê-la a manter o pleito. Não há confirmação sobre a composição da chapa no momento.
Especulações apontam para a possibilidade de troca de sigla, mas a leitura dominante é de que o objetivo principal é eleger Michelle ao Senado. Caso insistisse em mudar de partido, a filiação precisaria ocorrer até o período mínimo exigido, o que inviabilizaria a candidatura neste pleito, segundo a legislação eleitoral.
Movimento no Republicanos
O Republicanos sinalizou abertura para receber Michelle após eventual decisão de se filiar ao partido. Em comentário público, o presidente da legenda, Marcos Pereira, afirmou que a ex-primeira-dama seria bem-vinda, desde que haja interesse da própria candidata. A senadora Damares Alves também comentou o tema, destacando o atrito recente envolvendo Michelle.
Representantes do partido admitem que houve conversas na janela partidária, sem sucesso na adesão de Michelle a tempo de concorrer neste ano. Mesmo assim, a leitura interna é de que o partido pode acolhê-la futuramente, caso ela deseje se filiar após a eleição ou caso desista de concorrer.
Cenário no DF e impactos internos
Sobre o Distrito Federal, interlocutores próximos destacam que a experiência de organização do PL na região pesou no processo decisório de Michelle. Pressões internas e críticas à condução das eleições locais também são citadas como fatores de insatisfação com o PL.
A presença de Michelle na candidatura, se mantida, é vista como central para ampliar o apoio de eleitores conservadores e do eleitorado evangélico. A disputa envolve ainda a leitura de fidelidade ao partido que lançou a candidatura, caso a ex-primeira-dama avance com o pleito.
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