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Gleisi vê inocência de Wagner, mas defende apuração

Gleisi Hoffmann diz acreditar na inocência de Jaques Wagner, mas defende continuidade das investigações e a criação de CPMI para apurar o caso Master

Gleise Hoffmann, presidente do PT (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
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  • Gleisi Hoffmann disse acreditar na inocência de Jaques Wagner, mas afirmou que ele precisa responder caso haja comprovação de envolvimento.
  • A deputada defendeu a continuidade das investigações e a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para apurar o caso ligado ao Banco Master.
  • Gleisi afirmou ter ouvido as explicações de Wagner sobre o CredCesta, operação de cartão consignado para servidores públicos, e reforçou a necessidade de apuração.
  • Wagner foi alvo de mandados de busca e apreensão na Bahia e em Brasília; entre os itens, os agentes apreenderam US$ 49 mil em espécie.
  • A Polícia Federal investiga repasses a familiares do senador, incluindo um apartamento avaliado em mais de R$ 2,4 milhões, com medidas cautelares impostas pelo ministro André Mendonça.

A deputada Gleisi Hoffmann afirmou acreditar na inocência de Jaques Wagner, investigado na Operação Compliance Zero ligada ao caso Banco Master. Ela pediu que a apuração prossiga, mas destacou que, se houver comprovação de envolvimento, o senador deve responder pelos atos.

Gleisi comentou que ouviu Wagner sobre o assunto e que, segundo ela, não há ligação direta com o caso. Mesmo assim, reforçou a defesa da continuidade das investigações e sugeriu a instalação de uma CPMI para apurar o conjunto de fatos.

Ela também mencionou a proximidade de Flavio Bolsonaro com pontos investigados, classificando como grave o conteúdo de áudios vazados. A ex-ministra lembrou que o tema envolve o CredCesta, operação de cartão consignado para servidores.

Wagner e as buscas

Wagner foi alvo de mandados de busca e apreensão em endereços na Bahia e em Brasília. Agentes encontraram US$ 49 mil em espécie e investiga-se a eventual posse de um apartamento avaliado em mais de R$ 2,4 milhões.

Investigação aponta repasses a familiares do senador, registrados em mensagens entre Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. A PF aponta repasses do Banco Master por meio de intermediários ligados ao núcleo.

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou medidas cautelares, incluindo isolamento de contatos com investigados e restrições a atividades econômicas vinculadas aos alvos. A apuração continua com novas diligências.

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