- Gleisi Hoffmann afirmou acreditar na inocência de Jaques Wagner, mas disse que ele deve responder integralmente caso haja comprovação de envolvimento.
- A deputada defendeu a continuidade das investigações e a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso relacionado à Operação Compliance Zero.
- A investigação envolve o Banco Master, com mandados de busca em endereços de Wagner na Bahia e em Brasília e a apreensão de US$ 49 mil.
- Existem suspeitas de que Wagner teria recebido um apartamento avaliado em mais de R$ 2,4 milhões e viajado em jatos do banqueiro, com pagamentos ligados ao caso feitos por meio de uma empresa da esposa de seu enteado.
- Áudios divulgados pelo The Intercept foram citados como muito graves, indicando envio de dinheiro ao exterior e proximidade entre Wagner e Daniel Vorcaro; o ministro André Mendonça impôs medidas cautelares ao senador.
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que acredita na inocência do senador Jaques Wagner (PT-BA) na investigação ligada à Operação Compliance Zero, relacionada ao caso do Banco Master. Ela disse, porém, que Wagner deverá responder caso haja comprovação de envolvimento.
Gleisi afirmou saber das explicações de Wagner sobre o CredCesta, operação de cartão consignado para servidores, que, segundo o senador, foi vendida antes da entrada do Banco Master como sócio. A deputada reforçou a necessidade de continuidade das apurações.
Ela defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para o caso e citou áudios divulgados pelo The Intercept envolvendo Flávio Bolsonaro, alegando gravidade das informações sobre envio de dinheiro ao exterior e proximidade com Daniel Vorcaro.
Desenvolvimento
Jaques Wagner teve mandados de busca e apreensão cumpridos na quinta-feira em endereços na Bahia e em Brasília. Um dos locais apreendeu US$ 49 mil, equivalente a cerca de R$ 253 mil na cotação atual.
A investigação também apura se Wagner recebeu um apartamento avaliado em mais de R$ 2,4 milhões de Daniel Vorcaro. A PF aponta viagens frequentes em jatos do banqueiro e pagamentos do Banco Master por meio de uma empresa ligada à esposa do enteado do senador.
Segundo as mensagens apreendidas, transações para familiares de Wagner estariam registradas entre o senador e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. A PF aponta repasses por meio da BK Financeira, envolvendo Bonnie Bonilha, esposa do enteado, totalizando cerca de R$ 11 milhões.
Medidas e próximos passos
Diante dos elementos, o ministro do STF André Mendonça impostou medidas cautelares a Wagner. Proibição de contato com investigados, excetuando o enteado e Bonnie Bonilha, também vale para quem participa das negociações. Também fica vedada a atuação econômica conjunta com os demais investigados.
A investigação segue para esclarecer o papel de Wagner no período investigado, bem como a eventual participação de outras autoridades. A apuração continua em andamento, monitorando novas informações e diligências.
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