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Gleisi vê inocência de Jaques, mas diz senador deve responder se houver provas

Gleisi Hoffmann afirma inocência de Jaques Wagner, mas diz que ele deverá responder se houver evidência de envolvimento na operação Compliance Zero

Gleisi Hoffmann (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • Gleisi Hoffmann afirmou acreditar na inocência de Jaques Wagner, mas disse que ele deve responder integralmente caso haja comprovação de envolvimento.
  • A deputada defendeu a continuidade das investigações e a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso relacionado à Operação Compliance Zero.
  • A investigação envolve o Banco Master, com mandados de busca em endereços de Wagner na Bahia e em Brasília e a apreensão de US$ 49 mil.
  • Existem suspeitas de que Wagner teria recebido um apartamento avaliado em mais de R$ 2,4 milhões e viajado em jatos do banqueiro, com pagamentos ligados ao caso feitos por meio de uma empresa da esposa de seu enteado.
  • Áudios divulgados pelo The Intercept foram citados como muito graves, indicando envio de dinheiro ao exterior e proximidade entre Wagner e Daniel Vorcaro; o ministro André Mendonça impôs medidas cautelares ao senador.

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que acredita na inocência do senador Jaques Wagner (PT-BA) na investigação ligada à Operação Compliance Zero, relacionada ao caso do Banco Master. Ela disse, porém, que Wagner deverá responder caso haja comprovação de envolvimento.

Gleisi afirmou saber das explicações de Wagner sobre o CredCesta, operação de cartão consignado para servidores, que, segundo o senador, foi vendida antes da entrada do Banco Master como sócio. A deputada reforçou a necessidade de continuidade das apurações.

Ela defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para o caso e citou áudios divulgados pelo The Intercept envolvendo Flávio Bolsonaro, alegando gravidade das informações sobre envio de dinheiro ao exterior e proximidade com Daniel Vorcaro.

Desenvolvimento

Jaques Wagner teve mandados de busca e apreensão cumpridos na quinta-feira em endereços na Bahia e em Brasília. Um dos locais apreendeu US$ 49 mil, equivalente a cerca de R$ 253 mil na cotação atual.

A investigação também apura se Wagner recebeu um apartamento avaliado em mais de R$ 2,4 milhões de Daniel Vorcaro. A PF aponta viagens frequentes em jatos do banqueiro e pagamentos do Banco Master por meio de uma empresa ligada à esposa do enteado do senador.

Segundo as mensagens apreendidas, transações para familiares de Wagner estariam registradas entre o senador e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. A PF aponta repasses por meio da BK Financeira, envolvendo Bonnie Bonilha, esposa do enteado, totalizando cerca de R$ 11 milhões.

Medidas e próximos passos

Diante dos elementos, o ministro do STF André Mendonça impostou medidas cautelares a Wagner. Proibição de contato com investigados, excetuando o enteado e Bonnie Bonilha, também vale para quem participa das negociações. Também fica vedada a atuação econômica conjunta com os demais investigados.

A investigação segue para esclarecer o papel de Wagner no período investigado, bem como a eventual participação de outras autoridades. A apuração continua em andamento, monitorando novas informações e diligências.

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