- O Democracia Cristã trocou o nome na disputa à Presidência e anunciou Joaquim Barbosa como pré-candidato no último sábado (16), substituindo Aldo Rebelo.
- Aldo Rebelo afirmou ao Estadão que manterá sua pré-candidatura e classificou o nome de Barbosa como “clandestino” e sem apoio dentro da sigla.
- Rebelo não descarta levar o caso à Justiça caso o DC persista em impedir sua participação na eleição.
- O DC justificou a mudança dizendo que Barbosa representa a possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança nas instituições.
- Na pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada recentemente, Rebelo registrou 0,2% das intenções de voto, de acordo com o partido.
A Democracia Cristã anunciou, no último sábado, a troca de candidato na disputa pela Presidência. A sigla substituiu Aldo Rebelo pelo ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, em uma movimentação que ocorreu após Rebelo apresentar desempenho insatisfatório nas pesquisas.
Na quarta-feira, Rebelo disse ao Estadão que manterá a pré-candidatura, mesmo com a mudança feita pela DC. Ele classificou a decisão do partido de clandestina e sem apoio interno, segundo a visão do ex-ministro. O assunto pode seguir para a Justiça caso haja obstrução para sua participação eleitoral.
A mudança de nomes foi confirmada pelo presidente da DC, João Caldas, no sábado. A legenda justificou a troca pela necessidade de espaço para uma figura considerada capaz de ampliar a união nacional e a confiança nas instituições.
Segundo a DC, Rebelo não teve o desempenho esperado nas pesquisas de intenção de voto. A mais recente sondagem Atlas/Bloomberg, publicada na terça-feira, apontou 0,2% de apoio ao ex-ministro. Outros levantamentos tiveram resultados semelhantes.
A DC havia sinalizado que o pré-candidato passaria por um período de avaliação de três meses antes da decisão final. Com a substituição, Barbosa passa a figurar como pré-candidato para o eventual registro da chapa.
A resposta de Rebelo manteve o tom de resistência. Ele alega ter sido escolhido para liderar um projeto de união e desenvolvimento, apoiado por sua trajetória na gestão pública e no Congresso. O ex-ministro também mencionou que pode judicializar a disputa caso haja entrave à sua participação.
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