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Lula rebate Trump e diz para não se meter nas eleições de Bolsonaro

Lula rebate Trump, afirma que ele não conhece o Brasil e não deve se meter nas eleições; defende o sistema de urnas eletrônicas e descarta encontro

REP O presidente Lula dá entrevista coletiva em Genebra
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu Donald Trump, dizendo que o brasileiro não o conhece e que Trump não sabe da realidade do Brasil, em entrevista coletiva em Genebra, após o G7.
  • Lula afirmou que, segundo Trump, o Brasil se tornou “um pouco difícil” e “politicamente perigoso”, comentário que o petista chamou de equivocado.
  • O ex-presidente Jair Bolsonaro foi citado por Trump como alvo de prisões para impedir a participação nas eleições; Lula corrigiu dizendo que “Bolsonaro já está preso” e que pode ter ocorrido confusão com o filho Flávio Bolsonaro.
  • Lula pediu que Trump não se meta nas eleições brasileiras, afirmando que as escolhas são do Brasil e defendendo o sistema de urnas eletrônicas do país, elogiando a rapidez de apuração.
  • O governo brasileiro descartou um encontro com Trump, dizendo que não havia motivo para uma bilateral e apontando que a reciprocidade nas relações com os EUA continua em discussão, conforme mudanças recentes nas tarifas e em políticas de cooperação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu declarações de Donald Trump sobre as eleições brasileiras durante uma entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, após anunciar participações no G7. Lula afirmou que Trump não conhece o Brasil e minimizou questionamentos sobre o processo eleitoral do país.

Segundo Lula, a relação de Trump com a família Bolsonaro não traduz a realidade brasileira, destacando que o Brasil não concorda com pressões externas sobre seus pleitos. O ex-presidente Jair Bolsonaro, visto por Trump como pré-candidato relevante, é citado pela fala de Lula como parte de uma visão pessoal do anfitrião da entrevista.

Trump havia afirmado, durante entrevista coletiva, que o Brasil tem se tornado politicamente perigoso e que houve a prisão de Bolsonaro Jr. para impedir a participação dele nas eleições. Lula corrigiu a leitura, dizendo que o ex-presidente Jair Bolsonaro não está preso e que houve equívoco sobre o parentesco.

Em relação ao tema eleitoral, Lula pediu que Trump não se envolva no processo brasileiro, enfatizando que as eleições brasileiras são uma obrigação do Brasil e não devem sofrer interferência externa. O presidente também defendeu o sistema de urnas brasileiro, ressaltando a rapidez com que a apuração divulga resultados em 27 estados.

Sobre encontros bilaterais, Lula confirmou não ter visto necessidade de reunião com Trump e afirmou que não buscava um encontro naquele momento. A gestão brasileira segue avaliando possíveis conversas com autoridades dos EUA à luz de questões como tarifas e cooperação em segurança.

No âmbito diplomático, o Itamaraty reiterou discordância com um relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA e adiou perspectivas de medidas reciprocas, dependendo de decisões do Congresso Nacional. A posição foi comunicada durante a última reunião entre autoridades brasileiras e representantes dos EUA.

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