- Flávio Bolsonaro enviou ao secretário de Estado Marco Rubio uma carta pedindo que os EUA poupem o Brasil de novo tarifazo, alegando que uma sanção agravaria a deterioração fiscal e econômica do país.
- O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com algumas exceções previstas em lista específica, via Seção 301.
- A medida abre uma etapa de consulta pública antes de eventual adoção de sanções, que ficariam a cargo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- O presidenciável agradeceu pela classificação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho como organizações terroristas, mencionando a viagem a Washington.
- Lula afirmou que Flávio foi pedir arrego e disse que, se as tarifas forem impostas, prejudicarão o povo e empresários brasileiros; o governo brasileiro disse que o diálogo está sendo sabotado por interesses eleitorais e familiares.
Na manhã de terça-feira (2), o senador Flávio Bolsonaro enviou uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na tentativa de dissociar sua viagem a Washington da possível adoção de novas tarifas sobre o Brasil. O texto sustenta que sanções americanas agravariam a situação econômica brasileira.
O documento menciona uma crise econômica para justificar possível recuo por parte do governo dos EUA e descreve o Brasil como enfrentando deterioração fiscal. Alega que tarifas impactariam cidadãos, empresas e o setor agroindustrial, citando aumento da dívida pública e inadimplência como impactos.
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA já havia sugerido tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções previstas. A medida, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, abre uma etapa de consulta pública antes de eventual anúncio.
Contexto das tarifas
A proposta de tarifas integra uma nova rodada de avaliações que poderá seguir para sanções sob a decisão final do presidente dos EUA, Donald Trump. A medida ainda depende de etapas de consulta e aprovação final.
Reação e desdobramentos
Antes disso, o presidente Lula associou o episódio a encontros entre Flávio Bolsonaro e políticos americanos, o que gerou críticas do PT e de apoiadores governistas nas redes. A Presidência classificou as ações como conflituosas e que prejudicariam o diálogo diplomático.
Flávio havia afirmado a jornalistas ter solicitado, durante a viagem, que Washington não retome o tarifaço. Em resposta, Lula acusou o senador de omitir informações, apontando danos aos empresários e ao agronegócio brasileiro.
A Presidência divulgou uma nota chamando o episódio de tentativa de sabotar o diálogo internacional por motivos eleitorais. O governo brasileiro afirma continuar buscando soluções diplomáticas para evitar impactos econômicos.
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