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Flávio Bolsonaro envia carta a Marco Rubio para barrar tarifaços contra Brasil

Flávio Bolsonaro envia carta a Marco Rubio pedindo a não-imposição de tarifa de importação aos Brasil, citando deterioração fiscal e inadimplência histórica

(Foto: EFE/ Octavio Guzmán)
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  • Flávio Bolsonaro enviou carta a Marco Rubio solicitando que os EUA não imponham tarifas ao Brasil, em resposta à recomendação de sobretaxa de 25% sobre as exportações brasileiras pelo USTR.
  • No ofício, ele cita deterioração fiscal, como dívida pública bruta acima de 80% do PIB (R$ 10,4 trilhões em abril), recorde de 81,7 milhões de brasileiros inadimplentes e 2.466 empresas em recuperação judicial em 2025.
  • Afirma que o tarifaço castigaria o cidadão comum, que vê os EUA como parceiro estratégico, e reforça o pedido para que não haja tarifas ao Brasil.
  • Diz que, se eleito, sua equipe de transição ficará à disposição do governo norte-americano para concluir, rapidamente, um amplo acordo de comércio e investimento entre os dois países.
  • O documento também agradece a designação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas.

O pré-candidato Flávio Bolsonaro encaminhou nesta terça-feira uma carta a Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, solicitando que Washington não aplique tarifas sobre produtos brasileiros. A medida ocorre após o USTR recomendar tarifas de 25% sobre exportações do Brasil. O objetivo é evitar impactos para o consumidor brasileiro e para o comércio com os EUA.

O pedido é apresentado como resposta a um relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA. Segundo o documento, a elevação tarifária seria prejudicial a famílias e empresas brasileiras, além de ampliar dificuldades fiscais do país. A carta descreve um cenário fiscal e econômico considerado gravemente deteriorado.

Segundo Flávio Bolsonaro, a tarifa seria onerosa para o cidadão comum, que vê nos EUA um parceiro estratégico. O texto afirma ter feito o pleito pessoalmente ao governo Trump para que não haja novas tarifas contra o Brasil. O senador também reitera desejo de cooperação econômica com os EUA caso seja eleito.

Detalhes da carta e argumentos apresentados

Na comunicação, Flávio agradece a designação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas, afirmando que a medida é um avanço para a proteção de cidadãos. O documento cita ainda a situação econômica brasileira, com dívida pública acima de 80% do PIB e recorde de inadimplência entre empresários e famílias.

O texto aponta que, em 2025, houve recorde histórico de recuperações judiciais, com 2.466 casos, além de 8,7 milhões de contribuintes empresariais inadimplentes no início de 2026. Segundo o emissor, tais números justificam cautela frente a tarifas adicionais.

Flávio afirma que, se eleito, colocará a equipe de transição à disposição do governo norte-americano para acelerar um amplo acordo de comércio e investimento entre os dois países, baseado em mercados livres e alianças estratégicas. O tom é de cooperação entre as nações.

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