- A representante Alexandria Ocasio-Cortez afirmou que irá se opor a qualquer novo auxílio militar dos EUA a Israel, incluindo para sistemas defensivos como o Iron Dome.
- Em mensagem nas redes sociais, disse que Israel é capaz de financiar sua própria defesa e que não apoiará mais dinheiro público para um governo que, segundo ela, viola leis internacionais e dos EUA.
- As declarações aparecem após relatos de que ela se comprometeu a votar contra futura ajuda militar a Israel durante um fórum da Democratas Socialistas de Nova York na terça-feira.
- Ela citou a Emenda Leahy e a Foreign Assistance Act para defender que a ajuda militar externa seja compatível com direitos humanos, reiterando que Israel deve se financiar.
- Historicamente, a posição de Ocasio-Cortez sobre o Iron Dome já gerou críticas entre apoiadores; aliados como Ro Khanna sugeriram que Israel possa comprar defesas com seu próprio orçamento, sem confirmar posição sobre futuros votos.
Alexandria Ocasio-Cortez, deputada norte-americana, anunciou que irá se opor a qualquer novo auxílio militar dos EUA a Israel, incluindo recursos para sistemas defensivos como o Iron Dome. A declaração foi feita nesta quarta-feira, em meio a críticas a possíveis violações de direitos humanos.
Em mensagem publicada nas redes sociais, a parlamentar afirmou que Israel pode financiar seus próprios sistemas de defesa e que não apoiará envio adicional de recursos públicos para o governo israelense. A posição acompanha seu histórico de voto e críticas ao que chamou de violações de leis internacionais.
Segundo reportagens, a fala ocorreu após um evento da Democracia Socialista de Nova York (DSA) na terça-feira, onde a congressista teria reiterado o compromisso de não votar em fundos militares para Israel. Ela citou a Lei Leahy e a Foreign Assistance Act como parâmetros para qualquer auxílio.
Contexto e histórico
Ocasio-Cortez já enfrentou críticas de apoiadores por votes passados sobre o Iron Dome. Em 2021, votou de forma apresentada como ausente em um projeto suplementar de financiamento, defendendo que o conteúdo era inadequado e que o voto anunciado não refletia a totalidade da financiamento público ao sistema.
No decorrer de 2024, a congressista assinou uma declaração de membros democratas que, embora se oponham ao envio de armas ofensivas, apoiam o fortalecimento de defesas como o Iron Dome. Tal posição gerou tensões com setores da DSA, que chegou a retirar seu endosso em 2024.
Repercussão e outros posicionamentos
A apoio entre membros democratas ao governo de Israel vem caindo entre eleitores após o início do conflito em Gaza. Outros congressistas, como Ro Khanna, defenderam que Israel pode adquirir defensivos com seu orçamento, sem afirmar explicitamente se votará contra futuros apoyos ao Iron Dome.
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