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Lula diz ter barrado assessor de Trump no Brasil e cobra visto de Padilha

Lula diz ter proibido a entrada do assessor de Trump no Brasil enquanto não libera o visto do ministro Padilha

Lula em evento no Rio de Janeiro
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que proibiu Darren Beattie, assessor do presidente dos Estados Unidos, de vir ao Brasil por causa do visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que segue bloqueado.
  • Beattie pretendia visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão, mas foi impedido; o Itamaraty alegou que o encontro poderia configurar ingerência nos assuntos internos do Brasil.
  • Lula disse que a proibição vale enquanto o visto de Padilha não for liberado, destacando a relação entre as situações de visto entre os dois países.
  • O documento do Itamaraty não cita Padilha, mencionando apenas a suposta intenção de Beattie de visitar Bolsonaro; o governo americano informou que a visita seria para uma conferência e reuniões oficiais.
  • O STF havia autorizado a visita de Beattie, mas recuou após o ofício do Itamaraty; o Itamaraty classificou a postura de Beattie como má-fé.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que proibiu a vinda de Darren Beattie, assessor do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Brasil. A medida ocorreu após o governo brasileiro cancelar o visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no ano passado. Lula comentou o caso durante evento no Rio de Janeiro.

Beattie pretendia visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão, mas teve o evento bloqueado. O Itamaraty informou, em ofício encaminhado ao ministro do STF, que o encontro poderia configurar ingerência nos assuntos internos do Brasil. A portaria de restrição foi publicada após a suspensão de vistos de autoridades brasileiras nos EUA.

Segundo Lula, a proibição vale até que os vistos de Padilha sejam regularizados. O ministro e a família dele tiveram o visto suspenso no segundo semestre do ano anterior, em meio a sanções associadas ao governo Trump.

No documento oficial, não há menção direta a Padilha, apenas uma omissão sobre a visita a Bolsonaro. O Itamaraty descreveu a viagem de Beattie ao Brasil como parte de uma conferência sobre minerais críticos e reuniões oficiais com representantes do governo brasileiro, conforme o ofício.

O Itamaraty classificou a postura de Beattie como de má-fé, argumentando que a reciprocidade deve valer entre Estados soberanos. A depender da condição de vistos, o Brasil poderia negar entrada a pessoas com intenções diferentes das comunicadas.

Beattie atua como conselheiro do Departamento de Estado dos EUA para o Brasil. A visita a Bolsonaro, prevista para a próxima semana, foi autorizada pelo STF, mas reconsiderada após o envio do ofício brasileiro.

O governo brasileiro mantém a posição de que a decisão sobre vistos é soberana. Não houve alterações na linha de comunicação oficial acerca das visitas de autoridades estrangeiras ao país.

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