- A nomeação de Jeremy Carl para secretário adjunto de Estado para organizações internacionais foi retirada após resistência entre republicanos devido a comentários passados sobre raça e judeus.
- O episódio deixou o apoio de republicanos no comitê de Relações Exteriores do Senado dividido, dificultando a confirmação.
- John Curtis, senador de Utah, foi um dos republicanos a se opor, citando críticas a posições de Carl sobre Israel e judeus.
- Os democratas no comitê já eram contrários à candidatura, tornando necessária a apoio unânime de Republicanos para avançar.
- A ONG AJWS saudou a derrota, dizendo que Carl não defendia direitos humanos universais e que a nomeação não era compatível com esses valores.
Donald Trump retirou a nomeação de Jeremy Carl para o posto de subsecretário de Estado para organizações internacionais, após forte reação a declarações anteriores sobre Israel e sobre jews. A medida ocorreu diante da falta de apoio unânime entre republicanos no comitê de Relações Exteriores do Senado.
Carl havia sido indicado para supervisionar políticas dos EUA junto a órgãos como a ONU. A retirada ocorreu na esteira de resistência interna ao seu histórico de comentários considerados por críticos inadequados para o cargo.
A decisão foi anunciada nesta terça-feira, após o comitê não conseguir convergir apoio bipartidário suficiente para encaminhar o nome ao plenário. O Senado, dominado pelos republicanos, havia aprovado a maioria de indicações de Trump.
John Curtis, senador de Utah e uma das vozes moderadas do GOP, afirmou que não poderia apoiar a nomeação, citando o registro de Carl sobre Israel e referências aos judeus. A posição dele pesou no desfecho.
Democratas no comitê já eram contrários à indicação, o que elevou a dependência de respaldo unânime entre republicanos para seguir adiante. Com a maioria republicana, o White House precisava desse apoio unânime.
A oposição foi amplificada por organizações da sociedade civil, como a American Jewish World Service, que argumentou que as posições de Carl eram incompatíveis com princípios de direitos humanos.
Representantes da AJWS destacaram que a recusa de Carl reforça a defesa de direitos iguais e da tolerância, dizendo que o cargo exige compromisso com essas normas universais.
Durante a sabatina, membros do Senado questionaram Carl sobre declarações de conteúdo contestado, incluindo referências associadas a teorias de substituição populacional e a comentários vistos como minimizadores do Holocausto.
Carl reconheceu que não se lembrava de todas as declarações citadas e admitiu ter feito comentários que considerou incorretos. Também pediu desculpas por pontos que chamou de erro.
Além disso, o histórico de publicações de Carl e entrevistas anteriores foi alvo de críticas, com acusações de fortalecimentos de visões consideradas preconceituosas ou discriminatórias.
Carl é especialista sênior do Claremont Institute, um think tank conservador, e já ocupou cargo público no governo de Trump. A retirada encerra a tentativa de emplacar o nome dele no Departamento de Estado.
Reação e contexto
A decisão foi recebida com alívio por opositores que defendem uma postura firme contra discursos que promovam hostilidade ou discriminação. A edição do caso aponta para a alta sensibilidade de cargos diplomáticos.
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