- A reforma do sistema eleitoral italiano, em discussão, poderia ampliar as chances de reeleição de Giorgia Meloni, segundo estudos, mesmo com pequena vantagem nas pesquisas.
- O acordo entre as forças de centro-direita é por um sistema totalmente proporcional com um bônus de cadeiras para garantir maioria estável acima de quarenta por cento dos votos.
- O bônus seria de setenta cadeiras na Câmara (400) e trinta e cinco no Senado (200), com teto de sessenta por cento do total para não beneficiar demais a oposição.
- Segundo simulações, sob o sistema atual não haveria maioria; sob proporcional puro, Meloni poderia ter favoráveis sessenta e sete por cento das cadeiras; com o bônus, a aprovação ficaria mais estável.
- A oposição acusa distorção do sistema para favorecer o governo; estudo de segunda linha indica que a centro-direita poderia chegar a até dois a quatrocentos e-? (241–242) assentos na Câmara, enquanto a oposição ficaria em cerca de cento e cinquenta e poucos; o sul pode favorecer a esquerda em distritos, incluindo o Movimento Cinco Estrelas.
A reforma eleitoral proposta na Itália pode melhorar as chances de reeleição da primeira-ministra Giorgia Meloni, segundo estudos divulgados nesta sexta-feira. Análises indicam que, mesmo com vantagem estreita, o bloco de centro-direita poderia obter maioria estável sob as novas regras. O pacote ainda precisa ser aprovado pelo parlamento.
As propostas prevêem um sistema totalmente proporcional com um bônus de cadeiras para a coalizão mais votada, estruturado para garantir maioria estável acima de 40% dos votos. O bônus seria de 70 assentos na Câmara e 35 no Senado, com teto de 60% dos assentos para evitar polarização.
A avaliação da YouTrend mostra que, sob o sistema atual, nenhuma coalizão conseguiria maioria, enquanto sobre o sistema puramente proporcional Meloni poderia obter 57% das cadeiras federais. O estudo aponta que o bônus favorecerá a centro-direita.
O bloco vencedor receberia o bônus apenas até 60% do total de assentos, segundo comunicado da coalizão governista. A oposição sustenta que a mudança distorce o jogo político para favorecer o governo, enquanto setores de direita afirmam buscar estabilidade para o pós-2027.
Uma pesquisa da Noto Sondaggi para La Stampa indica que, hoje, a centro-direita pode alcançar até 242 cadeiras na Câmara, frente a 152 para a oposição. O left representa movimentos como o Five Star Movement.
Specialistas apontam que a aliança de oposição, possível no próximo ano, pode ter vantagens em distritos com eleição direta, especialmente no sul do país. Estudos lembram a experiência de 2022, quando Meloni ganhou com folga devido a coalizões fragmentadas.
A oposição, liderada pelo Partido Democrata, acusa o governo de manobrar as regras para manter o poder. Parlamentares e analistas destacam a necessidade de estabilidade institucional para um governo que enfrente desafios econômicos.
Contexto e desdobramentos
A reforma foi discutida após acordo entre os partidos do arco governista nesta semana. A proposta ainda depende da aprovação parlamentar, com votações previstas ao longo do processo legislativo.
Fontes: Reuters (reportagem de Angelo Amante; edição de Hugh Lawson) acompanham o desenvolvimento da reforma e suas implicações políticas.
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