- Lula disse, em coletiva em Nova Déli, que enviou ao presidente dos EUA, Donald Trump, informações sobre um brasileiro considerado o maior devedor do país que mora em Miami; ele não citou o nome.
- O empresário apontado seria Ricardo Magro, dono da Refit (ex‑Refinaria de Manguinhos), no Rio de Janeiro, que é alvo de investigações por sonegação fiscal bilionária.
- Magro não foi condenado e não há mandado de prisão em aberto; ele nega irregularidades e diz discutir cobranças da Receita na Justiça.
- O empresário já foi preso em 2016 em investigação sobre fraudes envolvendo fundos de pensão, e já integrou a Operação Carbono Oculto; também apareceu nos Panama Papers.
- Lula já havia mencionado o tema em dezembro de 2025, afirmando ter ligado para Trump e oferecido apoio para enfrentar o crime organizado, citando Magro como “maior devedor” do país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante entrevista em Nova Délhi, na Índia, que enviou ao presidente dos EUA, Donald Trump, informações sobre um brasileiro considerado o maior devedor do país, que estaria morando em Miami. A fala ocorreu na coletiva realizada no fim de semana.
Embora não tenha citado o nome, a informação aponta para o empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. A identificação é baseada na menção a um brasileiro de grande dívida fiscal residente em Miami.
Magro é alvo de investigações por suspeita de sonegação fiscal bilionária no setor de combustíveis, vinculadas à operação Carbono Oculto, considerada uma das principais ações contra fraude tributária associada ao crime organizado. Até agora, não há condenação ou mandado de prisão em aberto contra ele.
Magro afirma que não houve irregularidades por parte de suas empresas e que discute cobranças do fisco na Justiça. O empresário também disse que é alvo de perseguição e que não participa de atividades criminosas, contestando os valores cobrados pela Receita.
Histórico e desdobramentos indicam que o dono da Refit já enfrentou outras acusações: em 2016 ele foi preso em investigação sobre fraudes envolvendo fundos de pensão, mas se entregou à Polícia Federal. O Ministério Público Federal apontou desvios que superariam R$ 90 milhões.
Além disso, Magro integrou a lista ligada aos Panama Papers, que revelou estruturas offshore em paraísos fiscais. Ele também foi investigado por suspeitas de corrupção na Agência Nacional do Petróleo (ANP), em apuração que foi arquivada.
Em âmbito jurídico, Magro já atuou como advogado do ex-deputado Eduardo Cunha, preso em 2016 por desvios em fundos de pensão. Cunha acabou sendo absolvido em fases posteriores dos processos.
O que Lula disse sobre a colaboração com Trump foi apresentado como parte de uma estratégia de enfrentamento ao crime organizado. Em dezembro de 2025, o presidente havia comentado a interlocução com Trump, ao mencionar o empresário como um dos grandes chefes do crime organizado no Brasil e o maior devedor do país, com residência em Miami. Segundo Lula, houve envio de documentação da suposta residência e do nome para facilitar ações conjuntas.
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