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Universitários iranianos buscam reviver protestos enquanto EUA pressionam o regime

Universitários iranianos tentam reviver protestos; o regime reforça repressão durante cerimônias de luto, ampliando a tensão no país

Iraníes pasan ante un cartel con la frase "El ser humano derrotará a los malvados", este sábado en la plaza Valiasr de Teherán.
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  • Centenas de estudantes da Universidade Tecnológica Sharif, em Teerã, saíram às ruas do campus para protestar contra as autoridades, marcando o retorno às manifestações estudantis.
  • Além de Sharif, Khajeh Nasir Toosi e a Universidade de Artes de Teerã também registraram atos contra o governo neste fim de semana.
  • A repressão anterior, que deixou milhares de mortos e dezenas de milhares detidos, é mencionada por organizações de direitos humanos, que estimam cerca de 54 mil detenidos e pelo menos 7 mil mortos na fase inicial.
  • O Instituto de Estudos de Guerra aponta que houve várias atividades de protesto em oito províncias, com algumas concentrando mais de mil pessoas, especialmente em momentos de congraçamento pelo fim do período de luto.
  • O retorno dos estudantes coincide com o fim do luto de quarenta dias, o chehelom, um momento de demonstração de descontentamento que costuma ampliar as protestos, com relatos de repressão policial em cemitérios.

Dois meses após a repressão que deixou milhares de mortos, universitários iranianos voltam a ocupar campus e acendem o debate sobre o regime. Alunos da Universidade Tecnológica Sharif, em Teerã, participaram de protestos neste fim de semana, com vídeos verificados pela BBC. A ação ocorre em um momento de grande tensão interna e pressão externa.

Além de Sharif, Khajeh Nasir Toosi e a Universidade de Artes de Teerã também registraram manifestações contra as autoridades, segundo relatos de estudantes. Em Khajeh Nasir Toosi, o coro de estudantes trouxe mensagens desafiando a liderança do regime, enquanto na Universidade de Artes houve aplausos e vaias em meio a atos de protesto.

O que acontece e quando

Autoridades iranianas fecharam centros de ensino e adotaram ensino a distância em janeiro, após as primeiras ondas de protestos. O retorno às aulas ocorreu na última semana letiva, coincidindo com o fim de ritos de luto que intensificam o ativismo estudantil. Ainda não há números oficiais, mas organizações de direitos humanos estimam milhares de detidos.

Nos relatos verificados, estudantes gritavam frases contra a liderança e empunhavam bandeiras de diferentes épocas políticas. Havia menções ao lema Mulher, Vida, Liberdade, com adições críticas à República Islâmica e ao líder supremo. Confrontos com simpatizantes do regime também foram registrados em vídeos de campus.

Contexto regional e internacional

O momento ocorre em meio a uma pressão externa relevante: o considerável despliegue militar dos EUA na região, avaliado por analistas como uma ameaça de escalada. O ISW aponta que, apesar da repressão a manifestações, o movimento pró-revolução persiste, com novas ocorrências desde janeiro, principalmente em torno de cerimônias de luto.

Maryam, iraniana na diáspora, descreve presença policial intensa em cemitérios e eventos fúnebres, temendo movimentos que questionem o regime. A repressão também se estende à esfera judicial, com tribunais controlados pela Guarda Revolucionária emitindo sentenças de morte para vários iranianos envolvidos em protestos.

Desdobramentos recentes

Entre as medidas punitivas, a ONG Iran Human Rights registra ao menos 26 iranianos condenados à morte, incluindo um menor de idade, segundo informações de organizações de direitos humanos. Entre os casos de maior atenção, está a condenação de um jovem de 18 anos, citado como atleta de luta, cuja execução foi anunciada publicamente em praça pública, repetindo padrões observados em protestos anteriores.

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