- A Suprema Corte dos EUA derrubou parte do tarifaço de Trump, mas, segundo o ex‑embaixador Rubens Barbosa, a mudança não altera a situação para o Brasil, mantendo as tarifas vigentes de aço e alumínio.
- Barbosa afirma que as tarifas brasileiras continuam afetando cerca de 22% das exportações para os EUA, com o governo americano substituindo as tarifas por novas taxas baseadas em outra legislação.
- Trump disse que substituirá as tarifas por medidas baseadas em três legislações; duas já têm aplicação sobre o Brasil e tudo deve ser transferido a essa base legal.
- Não houve negociação entre Brasil e EUA desde março; os americanos fecharam acordos com a União Europeia, Índia e Reino Unido, mas o Brasil não participou.
- Barbosa destaca que uma visita do presidente Lula aos EUA pode destravar as negociações e cobrar que haja tratados, já que outros países já negociaram.
A decisão da Suprema Corte dos EUA de derrubar parte do tarifaço imposto por Donald Trump foi avaliada pelo ex-embaixador Rubens Barbosa como irrelevante para o Brasil. Em entrevista ao UOL News – 2ª edição, Barbosa afirmou que as tarifas sobre aço e alumínio brasileiros devem permanecer, pois novas regras podem ser adotadas rapidamente pelos EUA.
Segundo ele, a substituição das tarifas vigentes por novas taxas com base em outra legislação não altera o cenário. Para o ex-embaixador, 50% do que atinge 22% das exportações brasileiras para os EUA continuará sob o mesmo impacto.
Barbosa explicou que o que o governo americano pode fazer é substituir a tarifa por cobranças embasadas em três leis diferentes, duas já aplicadas ao Brasil. Essa mudança, segundo ele, transferiria o peso para outra legislação, mantendo o efeito sobre o Brasil.
O ex-embaixador também destacou que, desde março do ano passado, não houve negociações comerciais entre Brasil e EUA. Enquanto os EUA fecharam acordos com a União Europeia, Índia e Reino Unido, o Brasil não avançou em tratativas oficiais.
Mudanças recentes nas tarifas brasileiras teriam sido impulsionadas por ações americanas, com produtos removidos ou mantidos nas listas de exceção conforme os interesses dos EUA. O Brasil, segundo Barbosa, não acompanhou negociações.
Para destravar as negociações, Barbosa apontou a importância de um encontro entre o presidente Lula e autoridades americanas. Ele reforçou que, apesar de conversas entre o vice-presidente Alckmin e o Departamento de Comércio, não houve negociação efetiva até o momento.
O ex-embaixador comentou que, na visão dele, os próximos passos dependem de anúncios do governo americano. Enquanto isso, não houve expectativa de mudanças imediatas para o Brasil, que pode permanecer com o status atual.
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