- O primeiro-ministro albanês, Edi Rama, apresentou Diella, uma ministra virtual responsável pela contratação pública, para combater a corrupção e tornar licitações 100% livres de fraude.
- A SPAK, polícia especializada em combate à corrupção, investiga os criadores de Diella e a vice-primeira ministra Belinda Balluku por licitações suspeitas; Balluku foi afastada pelo Tribunal Constitucional em fevereiro.
- Designers de Diella, a diretora da AKSHI e a vice-diretora, além de mais seis pessoas, foram colocadas em prisão domiciliar ou processadas por irregularidades em licitações e corrupção.
- Manifestantes opositores realizaram protestos em Tirana, com denuncias de corrupção e pedidos pela demissão de Rama; alguns atos incluíram ataques à sede do governo.
- Analistas/experts dizem que, embora a IA possa aumentar transparência, não é solução única; responsabilidade permanece humana e dependente de dados íntegros e supervisão independente.
Ariel de Albania lança debate ao apresentar Diella, uma ministra virtual encarregada de contratar licitações públicas. A medida foi anunciada pelo governo em setembro; dois meses depois, a SPAK abriu investigações contra os criadores de Diella e a vice-first ministra Belinda Balluku. A decisão ocorreu em Tirana, dentro do contexto de combate à corrupção.
A presidente do governo, Edi Rama, afirmou que Diella processa dados rapidamente e não tem vínculos pessoais que influenciem contratos. Segundo o governo, o objetivo é tornar as licitações 100% livres de corrupção, sem delegar decisões finais à IA.
A oposição questionou a quem recairiam responsabilidades em caso de erro ou fraude associado a Diella. Em resposta, a ministra virtual afirmou que não possui familiares nem interesses que favoreçam contratos, destacando que sua lealdade é matemática.
Rama enfatizou que a tecnologia não tem amizades nem receia represálias, defendendo que o algoritmo atue contra o nepotismo estrutural. Ele já havia comentado, em entrevistas, que o país é marcado por relações de favor entre parentes.
Análise e críticas técnicas
Especialistas lembram que Diella visa detectar irregularidades entre empresas em licitações e avaliar requisitos de participação. Ainda não houve avaliação definitiva sobre o impacto da IA após menos de um ano de uso.
A SPAK acionou a suspensão da vice primeira-ministra, sob acusação de violar a igualdade em licitações públicas. O caso foi encaminhado ao Tribunal Constitucional, que posteriormente afastou Balluku de suas funções.
Entre investigações paralelas, a SPAK deteve diversas pessoas ligadas a supostos esquemas de corrupção. Causas incluem manipulação de concursos, pressão sobre empresários e outras irregularidades no ambiente de contratação.
Reação pública e panorama institucional
Manifestantes realizaram protestos em Tirana, exigindo a demissão de Rama, após incidentes com lançamento de artefatos na frente da sede do governo. A mobilização ocorreu nos dias 24 de janeiro e 10-11 de fevereiro de 2026.
Críticos destacam que a IA não resolve sozinha o problema da corrupção. Especialistas indicam que é necessária supervisão, dados confiáveis e políticas anticorrupção consistentes para acompanhar o uso de tecnologias públicas.
Quem analisa o caso ressalta que a SPAK continua liderando a luta anticorrupção desde 2019 e que reformas estruturais são essenciais. A cooperação internacional é citada como fator relevante para o avanço do processo.
A opinião pública oscila entre desconfiança e apoio à transparência tecnológica. Observadores destacam que o equilíbrio entre performance técnica e governança humana é crucial para a credibilidade das medidas.
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