- Em Munique, líderes discutiram a relação transatlântica e a busca por novos parceiros diante de uma ordem mundial em mudança, com foco em tarifas e cooperação multilateral.
- Ngozi Okonjo-Iweala afirma que tarifas anunciadas nos EUA subiram de cerca de 2,6% para 18%, com tarifas efetivas em torno de 14%, destacando a necessidade de reformar o sistema de comércio global. Ela ressalta que 72% do comércio mundial ainda ocorre em termos da OMC.
- O chanceler alemão adjunto Lars Klingbeil afirma que a ordem internacional atual acabou e que a Europa precisa fortalecer soberania, competitividade e defesa, buscando parceiros como Mercosul e Índia.
- Alexander Stubb recomenda que estados menores ingressem na União Europeia para proteção e aponta a reversão do modelo de comércio global, defendendo maior cooperação multilateral e acordos com terceiros países.
- O senador Thom Tillis critica influências dentro do governo americano sobre tarifas, defendendo abordagem estratégica e de desação (de-risking), mantendo a importância da aliança ocidental e do regime baseado em regras.
O artigo relembra a Conferência de Segurança de Munique, onde o episódio de FP Live reuniu lideranças para discutir a relação transatlântica. O tema do painel foi “Tariff-fying Times”, em tom de crítico aos atos de cobrança de tarifas. Participaram Ngozi Okonjo-Iweala, Lars Klingbeil, Alexander Stubb e Thom Tillis.
Okonjo-Iweala alerta para o aumento de tarifas nos EUA, de 2,6% para cerca de 18% em anúncios, com tarifas efetivas por volta de 14%. Ela defende diálogo e reformas no sistema de comércio global, destacando a resiliência parcial da OMC, que ainda move 72% do comércio mundial em termos de acordo com a instituição.
Klingbeil elogia o discurso do chanceler Merz sobre a ordem mundial em transformação, sinalizando busca por novos parceiros e maior soberania europeia. Stubb aponta proteção de países menores por meio da UE, defendendo alinhamentos com Mercosul e Índia, e reforça a necessidade de regras estáveis para o comércio global.
Novo eixo de alianças
Stubb destaca a prioridade de ampliar parcerias para mitigação de impactos das tarifas. Ele frisa que tarifas prejudicam ambos os lados e que a Europa busca diversificar relações comerciais sem abandonar a ordem multilateral.
Potenciais caminhos estratégicos
Stubb explica que a UE pode servir como proteção para estados menores, enquanto defende fortalecimento da soberania europeia e da defesa. Oposição a ações unilaterais é reiterada, com ênfase em investimentos e acordos que preservem a previsibilidade econômica.
Papel da OMC e da ordem global
Okonjo-Iweala afirma que, apesar dos choques, o sistema continua funcional para a maioria do comércio mundial, mas precisa de reformas. Ela enfatiza que a reordenação exige maior agência para países médios e sul global, mantendo viva a governança multilateral.
Desenlaces e perspectivas
Tillis critica o uso de tarifas sem base em análises técnicas e ressalta que o peso de decisões está em conselhos e especialistas que assessoram o governo. O debate reforça a busca por uma ordem econômica estável, com menos riscos para consumidores e empresas.
Entre na conversa da comunidade