Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomia_POLÍTICA_

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Planos de Israel para a Cisjordânia geram reação global

Medidas de Israel para ampliar controle na Cisjordânia provocam reação global, com EUA, UE e aliados árabes condenando e influência sobre sanções futuras

An Israeli soldier walks past displaced Palestinians protesting to demand the right to return to their homes, in the Nur Shams refugee camp in Tulkarm, West Bank.
0:00
Carregando...
0:00
  • Israel aprovou medidas para ampliar o controle sobre a Cisjordânia, fortalecendo assentamentos e dificultando o surgimento de um Estado palestino.
  • As medidas facilitam a divulgação de quem possui terras na região e permitem que não-árabes comprem imóveis, com aplicação direta de autoridade sobre licenças de construção em Hebrom.
  • O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que as mudanças visam “matar a ideia de um estado palestino”, em conjunto com o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.
  • União Europeia, Reino Unido e um grupo de países árabes e islâmicos condenaram as ações, com advertências sobre sanções e possível suspensão de partes de acordos comerciais.
  • A administração dos Estados Unidos reiterou oposição à anexação da Cisjordânia, destacando que uma região estável é compatível com as buscas por paz na região.

O governo israelense anunciou um conjunto de medidas para ampliar o controle sobre a Cisjordânia, áreas atualmente sob administração palestina. As mudanças visam fortalecer assentamentos israelenses e impedir o surgimento de um Estado palestino independente.

Segundo o ministro da Defesa, Israel Katz, as ações visam consolidar a presença israelense na região e facilitar a identificação de proprietários de terras, além de permitir a compra de imóveis por não árabes. As medidas foram aprovadas pelo gabinete de segurança.

As novas regras não precisam de aprovação adicional para entrarem em vigor. Katz, em conjunto com o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou que o objetivo é “desfazer a ideia de um Estado palestino”.

Parcerias internacionais criticaram o pacote. A União Europeia classificou as ações como um passo na direção errada e afirmou que sanções ainda estão em aberto, incluindo a suspensão de partes de acordos comerciais com Israel.

Um grupo de Estados árabes e islâmicos, entre eles Arábia Saudita, Jordânia, Egito, Emirados Árabes, Paquistão, Indonésia e Turquia, condenou as decisões e advertiu que as medidas podem inflamar a violência e abalar a estabilidade regional.

O Reino Unido também repudiou as medidas, afirmando que alterações unilaterais na composição geográfica ou demográfica da Palestina são incompatíveis com o direito internacional e pedindo a reversão imediata.

As ações ocorrem na véspera de uma reunião na Casa Branca entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA. O governo americano expressou oposição às medidas, reiterando que não apoia a anexação da Cisjordânia.

As mudanças legais incluem a revogação de uma norma da era anterior a 1967 que proibia a venda de terras a não árabes. Também transferem licenças de construção em Hebrom da prefeitura palestina para a administração civil israelense, o que pode violar acordos locais.

Entre os impactos, está a transferência da gestão de áreas específicas de Hebrom para o controle direto de Israel e a transferência de autoridade sobre o licenciamento de obras na cidade sob ocupação. A área ao redor do Túmulo de Raquel, perto de Belém, também passa ao controle israelense.

A Autoridade Palestina criticou as medidas, dizendo que visam aprofundar a anexação da Cisjordânia ocupada. Autoridades em Ramala afirmaram que as mudanças prejudicam a viabilidade do Estado palestino e aumentam a tensão na região.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais