- O gabinete de segurança de Israel aprovou medidas para ampliar o controle israelense na Cisjordânia, permitindo a compra direta de terras por judeus e aumentando a autoridade sobre áreas sob controle da autoridade palestina.
- As mudanças, anunciadas no domingo, não exigem aprovação adicional e visam facilitar a aquisição de terras e a atuação em habitações e permissões de construção nas áreas ocupadas.
- Entre as mudanças, está a transferência de autoridade sobre licenças de construção em assentamentos de Hebrom para Israel e a ampliação do controle sobre dois sítios religiosos importantes na região.
- O anúncio gerou condenação internacional, com críticas de liderança palestina, Reino Unido e Nações Unidas, que alertaram sobre riscos à solução de dois estados e à legalidade internacional.
- O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve se encontrar com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana para tratar do tema.
O gabinete de segurança de Israel aprovou planos que abrem caminho para mais assentamentos na Cisjordânia ocupada. As medidas permitem que judeus comprem terras na região diretamente e ampliar o controle israelense sobre áreas sob autoridade da Autoridade Palestina. O anúncio foi feito no domingo, sem necessidade de aprovação adicional.
A iniciativa também prevê transferir a autoridade sobre licenças de construção para assentamentos em Hebrom e ampliar o controle em dois locais religiosos importantes, Rachel’s Tomb e a Caverna dos Patriarcas. O objetivo, segundo autoridades, é facilitar compras de terra e consolidar a presença israelense na região.
Medidas-chave e reações
Um porta-voz da Casa Branca reiterou a oposição dos EUA à anexação da Cisjordânia e afirmou que uma região estável sustenta a segurança de Israel e a trajetória de paz anunciada pela atual administração. Netanyahu tem encontro com Trump marcado para esta semana nos EUA.
Reações internacionais foram adversas. O secretário-geral da ONU expressou preocupação com o distanciamento da solução de dois Estados, enquanto o Reino Unido pediu a reversão das decisões. Países árabes e outros atores regionais também condenaram as medidas, chamando-as de ilegais e destabilizadoras.
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