- O ministro de Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, descartou definitivamente a participação italiana no “Conselho de Paz” liderado por Donald Trump, por problemas constitucionais insuperáveis.
- A entidade foi criada para supervisionar a trégua em Gaza e a reconstrução do território palestino, mas passou a atuar na resolução de conflitos ao redor do mundo.
- A Constituição italiana proíbe o ingresso em uma organização comandada por um único líder, explicou Tajani.
- Tajani afirmou que a Itália pode debater iniciativas de paz e contribuir em Gaza e na formação da polícia, mas não pode integrar o conselho.
- A chefe do governo Giorgia Meloni já havia sinalizado, há cerca de duas semanas, que a configuração atual do conselho suscita problemas de caráter constitucional; França e Reino Unido também manifestaram dúvidas.
O chanceler italiano Antonio Tajani afirmou que a Itália não participará do chamado Conselho de Paz, liderado pelos EUA, por questões constitucionais consideradas insuperáveis. A posição foi anunciada após reunião com autoridades americanas na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina.
Tajani explicou que a Constituição italiana impede a participação do país em organizações comandadas por um único líder. Apesar disso, o governo italiano afirma manter abertura para iniciativas relacionadas à paz, incluindo contribuições em Gaza e na formação de forças de segurança.
A declaração ocorre em um contexto de dúvidas sobre o Conselho de Paz entre aliados da Itália. Além de Roma, França e Reino Unido também expressaram cautela ou dúvidas sobre a viabilidade e os fundamentos do organismo.
Segundo o chefe da diplomacia italiana, não há mudança de postura quanto ao interesse italiano em colaborar com iniciativas humanitárias e de reconstrução em regiões afetadas por conflitos, desde que respeitando o marco constitucional do país.
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