- A Malásia conseguiu manter laços relativamente cordiais com os EUA e garantiu tarifa de 19 por cento para seus produtos.
- O encontro ocorreu durante a cúpula da ASEAN em Kuala Lumpur, em outubro de 2025, com Anwar Ibrahim cultivando relação pessoal com Trump.
- Foi firmado um acordo que ampliou o acesso dos EUA a minerais críticos da Malásia, ao lado de Cambodja e Tailândia.
- A Malásia não é aliada de tratado, o que lhe confere maior flexibilidade nas negociações em comparação a outros aliados na região.
- O texto aponta que combinação de visão de mundo comum, entregas políticas e ausência de obrigações formais ajuda a Malásia a manter boa relação com Trump, servindo como possível modelo para outros países.
O governo malaio, sob Anwar Ibrahim, conseguiu manter relações relativamente cordiais com os Estados Unidos durante o governo de Donald Trump, sem abrir mão de princípios centrais. A linha de comunicação busca equilíbrio entre cooperação econômica e independência estratégica, mantendo Kuala Lumpur como parceira, não aliada formal.
Desde a retomada do poder de Trump, a política externa norte-americana tornou-se mais transacional e menos previsível. Vários aliados na região acompanharam mudanças rápidas em tarifas, acordos comerciais e postura estratégica, impactando o desenho de alianças na Indo-Pacífico.
Em 2025, Trump participou de cúpula da ASEAN em Kuala Lumpur, consolidando espaço para negociações com Malaysia sem compromissos formais de aliança. A visita abriu oportunidades para acordos setoriais, incluindo acesso a minerais críticos.
Entre os pontos positivos para Kuala Lumpur, destaca-se a manutenção de tarifas competitivas, com menção a uma alíquota de 19% para produtos malaios, alinhada a parceiros como Camboja e Indonésia. A prioridade foi manter flexibilidade econômica sem confrontos.
Um dos elementos-chave foi a disponibilidade de Malaysia em manter uma relação pragmática com Washington, sem aspirações de alianças militares. A distinção entre parceiro estratégico e aliado formal facilita ajustes conforme a estratégia de Washington.
Durante a cúpula, Anwar Ibrahim cultivou vínculos pessoais com Trump e aproveitou eventos para posicionar Kuala Lumpur como facilitadora de acordos regionais, incluindo questões de paz entre Camboja e Tailândia.
Outro ponto relevante foi um acordo recente que ampliou o acesso dos EUA a minerais críticos malaios, tema central das preocupações de abastecimento global defendidas por Trump, com foco na cadeia de suprimentos.
Contexto regional mostra que o formato de relação entre EUA e outros parceiros varia conforme a aposta de Washington em alianças formais. A ausência de obrigação de aliança facilita ajustes com Malaysia, segundo analistas.
Anwar Ibrahim também enfatizou a identidade de Malaysia como país não alinhado, buscando manter boas relações com EUA e com a China, em linha com a prática regional de evitar confrontos diretos entre grandes potências.
Fonte: Foreign Policy aponta que o cenário pode oferecer lições para os próximos anos, já que a Malaysia manteve cooperação econômica estável e relações acessíveis sem comprometer prioridades nacionais.
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