Em Alta NotíciasAcontecimentos internacionaisFutebolConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Malásia desbloqueia Trump, segundo apuração

Malásia mantém relações cordiais com os EUA sob Trump, sem aliança formal, obtendo tarifa de 19% e maior acesso a minerais críticos

Imagem do autor
Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
U.S. President Donald Trump and Malaysian Prime Minister Anwar Ibrahim hold a bilateral meeting at the ASEAN summit in Kuala Lumpur, Malaysia, on Oct. 26, 2025.
0:00
Carregando...
0:00
  • A Malásia conseguiu manter laços relativamente cordiais com os EUA e garantiu tarifa de 19 por cento para seus produtos.
  • O encontro ocorreu durante a cúpula da ASEAN em Kuala Lumpur, em outubro de 2025, com Anwar Ibrahim cultivando relação pessoal com Trump.
  • Foi firmado um acordo que ampliou o acesso dos EUA a minerais críticos da Malásia, ao lado de Cambodja e Tailândia.
  • A Malásia não é aliada de tratado, o que lhe confere maior flexibilidade nas negociações em comparação a outros aliados na região.
  • O texto aponta que combinação de visão de mundo comum, entregas políticas e ausência de obrigações formais ajuda a Malásia a manter boa relação com Trump, servindo como possível modelo para outros países.

O governo malaio, sob Anwar Ibrahim, conseguiu manter relações relativamente cordiais com os Estados Unidos durante o governo de Donald Trump, sem abrir mão de princípios centrais. A linha de comunicação busca equilíbrio entre cooperação econômica e independência estratégica, mantendo Kuala Lumpur como parceira, não aliada formal.

Desde a retomada do poder de Trump, a política externa norte-americana tornou-se mais transacional e menos previsível. Vários aliados na região acompanharam mudanças rápidas em tarifas, acordos comerciais e postura estratégica, impactando o desenho de alianças na Indo-Pacífico.

Em 2025, Trump participou de cúpula da ASEAN em Kuala Lumpur, consolidando espaço para negociações com Malaysia sem compromissos formais de aliança. A visita abriu oportunidades para acordos setoriais, incluindo acesso a minerais críticos.

Entre os pontos positivos para Kuala Lumpur, destaca-se a manutenção de tarifas competitivas, com menção a uma alíquota de 19% para produtos malaios, alinhada a parceiros como Camboja e Indonésia. A prioridade foi manter flexibilidade econômica sem confrontos.

Um dos elementos-chave foi a disponibilidade de Malaysia em manter uma relação pragmática com Washington, sem aspirações de alianças militares. A distinção entre parceiro estratégico e aliado formal facilita ajustes conforme a estratégia de Washington.

Durante a cúpula, Anwar Ibrahim cultivou vínculos pessoais com Trump e aproveitou eventos para posicionar Kuala Lumpur como facilitadora de acordos regionais, incluindo questões de paz entre Camboja e Tailândia.

Outro ponto relevante foi um acordo recente que ampliou o acesso dos EUA a minerais críticos malaios, tema central das preocupações de abastecimento global defendidas por Trump, com foco na cadeia de suprimentos.

Contexto regional mostra que o formato de relação entre EUA e outros parceiros varia conforme a aposta de Washington em alianças formais. A ausência de obrigação de aliança facilita ajustes com Malaysia, segundo analistas.

Anwar Ibrahim também enfatizou a identidade de Malaysia como país não alinhado, buscando manter boas relações com EUA e com a China, em linha com a prática regional de evitar confrontos diretos entre grandes potências.

Fonte: Foreign Policy aponta que o cenário pode oferecer lições para os próximos anos, já que a Malaysia manteve cooperação econômica estável e relações acessíveis sem comprometer prioridades nacionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais