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Chatbots influenciam eleitores no Brasil e desafiam a regulação

Chatbots influenciam eleitores globalmente; especialistas veem riscos de distorção e pedem regulação responsável no Brasil

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Algumas respostas de chatbots sobre posicionamentos de partidos políticos foram incorretas, mostram estudos — Foto: Jaque Silva/NurPhoto/picture alliance via DW
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  • Estudos globais mostram que eleitores recorrem a chatbots para obter informações e até seguir sugestões de voto; na Holanda, dez por cento disseram que seguiriam as recomendações, e treze por cento avaliaram a possibilidade. No Chile, vinte e sete por cento buscaram o voto por meio das plataformas, chegando a quarenta e quatro por cento entre grupos econômicos mais fortes.
  • Entre três grupos de idade, jovens (de dezoito a trinta e quatro anos) tiveram maior propensão a seguir ou considerar sugestões dos chatbots, enquanto eleitores com mais de cinqüenta e cinco anos mostraram menor tendência.
  • Em estudo do Massachusetts Institute of Technology, com dois mil quatrocentos eleitores, modelos de IA influenciaram resultados: apoiadores de Kamala Harris aproximaram-se de Harris, e apoiadores de Trump foram puxados para Trump; as informações políticas incorretas caíram ao passar das versões.
  • No Brasil, pesquisa Ipsos indica que setenta e nove por cento dos usuários de IA utilizam a tecnologia para aprendizado, incluindo temas políticos; testes da DW Brasil com ChatGPT, Gemini e Grok mostraram diferentes níveis de intervenção nas opções de voto para cargos no estado de São Paulo.
  • Reguladores e instituições brasileiros apontam caminhos para enfrentar distorções digitais, com o Tribunal Superior Eleitoral buscando garantir igualdade de condições; há discussões sobre moderação de conteúdos e transparência nas fontes que alimentam as respostas dos chatbots durante o período eleitoral.

No mundo, eleitores recorrem a chatbots como ChatGPT e Gemini para obter informações ou seguir recomendações sobre votos. A tendência preocupa especialistas e coloca em questão a regulação de comunicações políticas.

Estudos recentes mostram que esse episódio ocorre em diferentes países. Na Holanda, eleições de outubro de 2025 revelaram que 10% dos eleitores pretendiam seguir as sugestões dos chatbots, com 13% avaliando a possibilidade de fazê-lo. Entre 18 a 34 anos, 17% disseram estar propensos, e 18,5% talvez.

No Chile, eleições de fim de 2023/2024 apresentaram números ainda mais expressivos. Pesquisadores indicam que 27% dos eleitores buscaram orientação nas plataformas, chegando a 44% entre grupos com maior poder econômico.

Em estudo com 2,4 mil eleitores nos EUA, dois meses antes das eleições de 2024, o MIT observou efeitos ambíguos. Apoiaram Harris ou Trump variações próximas a 3,9 e 2,3 pontos, respectivamente, em cenários de uso de IA favorável a cada candidato.

Resultados apontam que as respostas dos chatbots nem sempre são precisas. Na Holanda, a maioria das sugestões favoreceu apenas dois partidos. Entre as plataformas, 80% das recomendações recaíram sobre um deles ou outro.

Geert Wilders, líder do Partido pela Liberdade, e GroenLinks–PvdA foram os principais alvos de indicações. Pesquisadores ressaltam a falta de clareza sobre o funcionamento interno dos chatbots. Não se sabe exatamente como chegam às recomendações.

O MIT também mostrou níveis de desinformação: a versão ChatGPT 3.5 apresentou 30% de informações políticas incorretas, caindo para 14% com a versão 4. No Brasil, especialistas destacam que respostas podem refletir padrões de programação, não necessariamente acurácia.

Especialistas sugerem cautela: chatbots viraram parte do cotidiano e devem ganhar relevância no processo eleitoral. Há expectativa de que políticas públicas tratem seu uso de forma mais clara à medida que a adoção aumenta.

No Brasil, pesquisas indicam uso expressivo de IA para aprendizado, incluindo temas políticos. Em teste com ChatGPT, Gemini e Grok, plataformas variaram entre descritivas e diretas sobre opções de voto em estados como São Paulo.

Para o regime eleitoral, o papel das plataformas digitais é central. O TSE atua para assegurar igualdade de condições entre candidatos, sem censurar conteúdos, mas com medidas para evitar distorções durante o pleito.

Ao lado da atuação do TSE, especialistas destacam a necessidade de transparência no uso de IA. O Marco Civil da Internet já impõe responsabilidades aos provedores, o que pode se desdobrar em novas regras sobre fontes de respostas dadas por chats.

Em resumo, a adoção de chatbots no cenário eleitoral tende a crescer, com impactos potenciais na decisão de voto. Reguladores e pesquisadores insistem na importância de acompanhar a evolução tecnológica com critérios de neutralidade e veracidade.

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