- Keir Starmer sinalizou que manter vínculos mais próximos com o Mercado Único da União Europeia é preferível a uma união aduaneira.
- Em entrevista à BBC, o primeiro-ministro disse que o Reino Unido deve considerar alinhamento ainda mais próximo com o mercado único, se for do interesse nacional.
- Starmer rejeitou o retorno à livre circulação e afirmou que o país não deve seguir por esse caminho, destacando benefícios de acordos recentes com os EUA e a Índia.
- O premiê ressaltou que já foram fechados acordos com os EUA e a Índia e citou o Youth Mobility Scheme como exemplo de cooperação com países europeus.
- Há pressão interna no Labour para discutir a possibilidade de voltar à união aduaneira, mas Starmer tem mantido o foco em acordos internacionais já firmados e em reformas internas.
Keir Starmer afirmou que o Reino Unido deve buscar alinhamento mais próximo com o mercado único da UE, em vez de uma união aduaneira. A declaração foi dada em entrevista à BBC e sinaliza uma posição firme a favor de aprofundar vínculos com Bruxelas. O premiê disse que, se for do interesse nacional, o país deve ir “ainda mais longe” nesse caminho.
Questionado sobre a ideia de retornar à livre circulação, o líder afirmou que não é a solução e que não haverá esse retorno em negociações futuras. Ele destacou benefícios de acordos já firmados recentemente, como com os Estados Unidos e a Índia, mantendo o foco em reformas internas.
Starmer ressaltou que mudanças significativas ocorreram nos últimos anos, incluindo acordos comerciais firmados sob o governo do Labour. Ele citou as operações com EUA e Índia como exemplos de interesses nacionais atendidos e afirmou que o caminho de maior alinhamento é com o mercado único, não com a união aduaneira.
O premiê também comentou o esquema de mobilidade para jovens entre Reino Unido e UE, afirmando que o projeto visa permitir viajar, trabalhar e vivenciar experiências na Europa sem redefinir a liberdade de circulação. A proposta é apresentada como parte de uma visão de abertura econômica, sem retorno automático a políticas anteriores.
Internamente, a pauta de políticas tem causado debates no Partido Trabalhista. Advogados da área econômica próximos a Starmer defendem que retornar à união aduaneira poderia estimular o crescimento, enquanto o líder tem buscado manter o foco em acordos estratégicos já firmados e em reformas domésticas.
Entre aliados e críticos, cresce a expectativa sobre a posição oficial do governo em relação à relação com a UE. Nos últimos meses, o partido tem mantido cobrança interna com visões distintas sobre o caminho de integração econômica, sem abandonar a agenda de reestruturação interna.
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